segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Fragmentos de Pessoa


Voltei...

Voltei ao Animateatro, porque quando se gosta de algo, deve-se sempre repetir. Repeti a viagem até ao espaço, mas repeti com menos gente, pois a Catarina está no Algarve a ver o Carnaval com outros planos de fundo!

Fui com o Ricardo ver a peça "Fragmentos de Pessoa", cuja única personagem era representada pelo Sérgio Prieto, a encenação estava a cargo do Ricardo Santos, a dramaturgia pela professora Gabriela Benavente (a Babá!) e a cenografia por Alexandra Varela.

Continuem sempre com sucesso!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Yerma


No passado sábado desloquei-me até ao Espaço Animateatro para ver a peça "Yerma" de F. Garcia Lorca, acompanhado pelos meus melhores amigos e família.

Gostei bastante de ver a peça, os jogos de luzes, a música de fundo e, acima de tudo, os actores (de quem destaco a Lina - a Yerma, que emocionava só de vê-la).

Num ambiente pequeno e acolhedor, o Animateatro consegue transmitir cultura a quem o visita e a quem nele estuda.

No ano passado, tive o previlégio de ver a "Bodas de Sangue", do mesmo autor, onde me surpreendi com o profissionalismo da minha amiga Maria João, que fazia de Mãe, e que podemos vê-la em "Os Figurantes", na Sociedade Filarmónica União Seixalense.

Para o excelente profissionalismo, para o Animateatro e para o encenador Ricardo, os meus parabéns. Bem-Hajam!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Um Perfume Diferente


A vida corria bem para o Grupo de Baile naquele ano de 1981.Já não eram apenas o grupo de amigos que se conheciam desde a infância, dos tempos em que tocavam na Sociedade Filarmónica União Seixalense, nem sequer aquela banda que corria pelo circuito dos bailes com umas rocalhadas importadas do estrangeiro.As 99 mil cópias do single "Patchouly/Já Rockas à Toa", lançadas em Janeiro no mercado, foram consumidas vorazmente. As que traziam o "piiiiii" sobre a palavra "pentelho" e as em que se ouvia tudo. O Grupo de Baile fez disco de ouro em apenas um mês. Foi tiro e queda: primeiro o tiro, depois a queda.
Quase dois anos depois, mesmo tendo gravado um novo single, "Estória Linda", o Grupo de Baile não voltou a ter o mesmo sucesso. Volatizaram-se. Viveram a mesma história que muitas outras bandas nascidas durante o "boom" do rock português, na euforia daqueles anos de 1980 a 1982, em que o panorama musical explodiu de uma tal forma que só podia mesmo vir depois a implodir.


Músicos:

Carlos Manuel Tavares ( voz)

Vicente Andrade (guitarra)

Luís Rosado (bateria)

António Manuel (baixo)

Luís Landeiroto (orgão)

Marcelino (saxofone alto)

João Mário (saxofone tenor)

José Manuel Raminhos (trompete)


Letras:

Vitor Manuel Perdigão


"Patchouly"
Ai que bem cheiras, que bem cheiras dos sovacos,
as meias rotas e os sapatos descascados,
Nas avenidas ainda fazes os teu engates,
e tudo graças ao perfume Patchouly…
Essas miúdas das escolas secundárias,
com cheiro a leite e o soquete p’lo artelho,
ficam maradas com o teu charme perfumado,
o teu perfume Patchouly…

Essas míudas das escolas secundárias
já fumam ganzas na paragem do eléctrico,
conversas parvas com mais mousse que pentelho,
não dizem duas quando estão ao pé de ti…

Porque elas gostam de te ver e cheirar
o teu perfume Patchouly

Algazarra & Companhia


O Grupo de Animação de Rua da Sociedade Filarmónica União Seixalense continua a actuar, dinamizando e alegrando a malta com a sua presença!

Depois das Festas Populares de São Pedro do Seixal e do São Martinho, os Algazarra & Companhia vão actuar na Bolsa de Turismo de Lisboa, situada na FIL - Parque das Nações no dia 20 de Janeiro pelas 16 horas.

O grupo composto por 16 músicos fez a sua estreia no 1º de Maio de 2006, onde desfilou pelas ruas do Seixal, tocando a "Internacional". Os Algazarra já actuaram na Mundet, no Festival de Teatro de Almada (onde tocaram a bordo de um cacilheiro), na feira franca das Festas Populares de São Pedro, etc.

O seu repertório varia entre Marchas Populares, Música do Festival Eurovisão da Canção, Pasodobles, Marchas de Rua, Música Tradicional, Dixieland, etc., desctacando-se, por exemplo, "Cheira Bem, Cheira a Lisboa", "Amparito Roca", "When The Saints Go Marching In", "Bailinho da Madeira", "Olhos Negros" e "Óculos de Sol".

Missão Cumprida


Após o sucesso da estreia no mês de Dezembro, "Os Figurantes" - peça levada a cabo pelo Grupo Cénico A Fénix, volta a representar no salão nobre da Sociedade Filarmónica União Seixalense no próximo dia 19 de Janeiro, pelas 21h45.
A estreia viu uma sala lotada com duas centenas e meia de espectadores, nos quais se destacava Joaquim Letria.
Assim, o Grupo Cénico A Fénix inicia uma tournée pelos palcos do país com a peça "Os Figurantes", de Juan Pereira, representando no mês de Janeiro no Seixal e em Azeitão no dia 26.


"Os Figurantes", de Juan Pereira
Dia 19 de Janeiro, 21h30
Sociedade Filarmónica União Seixalense
Rua Dona Maria II, 21-23 - Seixal

Dia 26 de Janeiro, 21h30
Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense
Rua S.F.P.A. - Vila Nogueira de Azeitão


Sinopse / Argumento:
Carlos é um homem pacato e tímido que não gosta de arriscar em novos desafios. Mas tudo muda quando a sua namorada acaba a relação com ele, para seguir a sua carreira como actriz na televisão. Carlos descobre que foi despedido do seu emprego e, com a ajuda do amigo Jaime, concorre a um casting para a televisão, de modo a reconquistar o seu amor.
Uma comédia romântica com personagens excêntricas que surgem no caminho de Carlos, que consegue garantir um lugar como figurante na peça da sua amada.
Será que tudo acabará bem?

Para mais informações, consulte o http://www.uniaoseixalense.org/.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Os Flamingos


Nos últimos dias, a baía do Seixal, no estuário do Tejo, tem registado o maior número de flamingos dos últimos sete anos, um fenómeno justificado pela melhoria ambiental do ecossistema.O aparecimento de flamingos na Baía do Seixal não é um fenómeno inédito, mas há cerca de sete anos que não se assistia ao aparecimento destas aves migratórias em tão grande número nesta zona.

Os flamingos pousaram pela primeira vez nesta baía em 1998, o que poderá justificar-se pela concretização da nova Etar (Estação de tratamento de águas residuais) de Fernão Ferro e da estação elevatória do Porto da Raposa, na Arrentela, o que provocou uma melhoria ambiental e do ecossistema propícias ao aparecimento deste tipo de aves. Estas aves procuram ainda as zonas húmidas da Ponte da Fraternidade e os sapais de Corroios, Azinheira e Talaminho.

"Com o abrandamento das indústrias poluentes e construção de estações de tratamento de águas residuais assistimos a uma melhoria sensível da qualidade da água e consequentemente do alimento, a principal razão pela qual os flamingos procuram estes poisos", adiantou Manuel Lima, professor de ciências naturais e estudioso da fauna e flora no Concelho do Seixal.Estima-se que existam no estuário do Tejo “entre seis a oito mil flamingos”.

Seixal, Alcochete, Montijo, Moita, Barreiro ou até a zona do Parque das Nações e Póvoa de Santa Iria têm sido os locais privilegiados de chegada destas aves, sempre na altura do Outono ou Inverno. "Na Primavera, procurarão outros poisos, porque os flamingos não nidificam aqui, põem os seus ovos preferencialmente em Málaga, Sul de França e Norte de África", explicou.

Tertúlia Gil Eanes


Uma Homenagem a Catarina Perdigão e à Márcia Poupinha, pois somos nós os três que fazemos esta tertúlia semanalmente.


Porquê "Gil Eanes"? - Porque quando estas meninas vão entrar na Escola Secundária José Afonso às 13h35, chegam mais cedo e encontramo-nos sempre para conversar numa rua em frente à escola: a Rua Gil Eanes. Esta tertúlia serve para actualizar conversa.


Um beijo às duas!

sábado, 17 de junho de 2006


Seixal 'ganhava' Conservatório Metropolitano de Música
Há precisamente 5 anos, a imprensa concelhia e nacional apresentava a seguinte notícia:

A partir de Novembro, o concelho do Seixal vai dispor de um conservatório de música. Chamar-se-á Conservatório Metropolitano do Seixal e vai ser instalado na Quinta da Fidalga, junto às Cavaquinhas, que dispõe de uma antiga casa senhorial datada do século XVI e que a Câmara adquiriu no ano passado. O parceiro estratégico para o desenvolvimento deste pólo cultural vai ser a Associação Educação e Música de Lisboa, entidade gestora da Orquestra Metropolitana de Lisboa, do Conservatório Metropolitano e da Academia de Música de Lisboa.
A abertura de um conservatório no Seixal “é um sonho antigo da autarquia, já que o concelho tem uma grande tradição ao nível das bandas filarmónicas”, considera o presidente da Câmara Municipal, Alfredo Monteiro, frisando que o município dispõe de cinco bandas centenárias, com músicos espalhados por quase todas as orquestras do País. Por isso, defende que esta “era uma lacuna que faltava preencher”, nomeadamente no que diz respeito à promoção da identidade musical daquele concelho.
A Associação Educação e Música de Lisboa é a parceira da Câmara no desenvolvimento deste pólo cultural, pois foi a entidade “que correspondeu a todo este conjunto de requisitos”. Uma parceria que, este mês, levou à assinatura do protocolo entre as duas partes (...).
Hoje vale a pena perguntar: onde está o conservatório? E por que ralo abaixo foi o sonho antigo da autarquia? E a lacuna, está preenchida pelo Portugal a Rufar?
Pois é, neste concelho há muitos assuntos que viram completamente a seu oposto e, para que o povo não reprove o poder local, promovem-se festas e feiras com o brasão de uma das Câmaras mais endividadas do país.
É triste saber que os músicos seixalenses têm que se deslocar para Lisboa e Setúbal e, se quiserem fazer um curso profissional que engloba música/escolariedade completa, basta dirigirem-se à Covilhã! É mais triste ainda ver bandas filarmónicas centenárias, que sempre tiveram dificuldades financeiras, serem despresadas monetariamente com as "esmolas" que a Câmara oferece e saber que existem "orquestras de percussão" com dez anos de vida a receberem avantajados subsídios, festas de barulho pagas, sede social construida pela Câmara e que nem sequer dizem que são do Seixal, enquanto que a primeira coisa que transparece numa filarmónica é o nome da terra.
Tal como o conservatório, havemos de esperar eternamente pela universidade, pelo hospital, pela ponte para o Barreiro, pelo metropolitano e pelo bom senso da autarquia, pois é excusado falar nos carros topo-de-gama (da C.M.S.) em que os vereadores circulam.
Tenho pena de viver num Seixal que vai perdendo a confiança dos municipes, pois poderiamos estar muito melhor e muito mais bem situados.

terça-feira, 16 de maio de 2006

Seixal, cidade viva!











Mal sabiam os descobridores da praia dos seixos que a Aldeia do Seixal, Villa Nova do Seixal e posteriormente Vila do Seixal, passaria a cidade um dia.
Hoje, essa grande e bela cidade está a comemorar o seu 13º aniversário e como tal existem inúmeros espectáculos e exposições alusivas, destacando-se a Feira Medieval na Quinta da Fidalga e o Concerto pelas três bandas da cidade que é composta pelas freguesias de Arrentela e Seixal.
Parabéns Seixal, bem haja!

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

32 anos de Democracia em Portugal



«Trova do Vento que Passa»

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre
(Imagem: Monumento ao 25 de Abril no Seixal)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Sociedade Filarmónica União Seixalense


Considerada como uma das melhores bandas do país e a melhor banda do sul de Portugal, a Sociedade Filarmónica União Seixalense orgulha-se de ter tão prestigiada banda, que conta com muitas semelhanças com as bandas do norte do país, talvez devido aos seixalenses, à qualidade dos seus músicos ou até ao facto do maestro ser do norte. Uma coisa podemos afirmar: a banda da União é única!

A Sociedade Filarmónica União Seixalense, também designada por “Os Prussianos”, foi fundada a 1 de Junho de 1871, no reinado de D. Luis, junto com a banda filarmónica.
Das actividades culturais da Sociedade Filarmónica União Seixalense destaca-se a promoção da cultura através da banda filarmónica, que mantém em actividade uma escola de música (Escola de Música Matias Lucas) que funciona ininterruptamente desde a sua fundação. Os alunos da Escola de Música também promovem actividades: o Coro e Orquestra Juvenil.
Foram conferidos à S.U.S., ao longo da sua existência, as seguintes distinções:
Medalha de Louvor, pela Cruz Vermelha Portuguesa (1926);
Grau de Cavaleiro da Ordem de Benemerência, pelo Presidente da República (1935);
Medalha de Instrução e Arte e Diploma de Generosidade e Filantropia, pela Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio (1956);
Medalha de Honra, pela Câmara Municipal do Seixal.
Em 1971, no decurso das comemorações do seu centenário, a banda gravou um disco de vinil por iniciativa da então comissão das comemorações do Centenário. Em 2001 gravou um CD para continuar a provar o seu rigor artistico.
A banda da União Seixalense foi a primeira em Portugal que tocou a Ópera "Carmen" de Georges Bizet, trazida por um presidente da direcção na sua ida a França no século XIX.
Desde 1871 que a S.U.S. tem vindo a satisfazer as necessidades dos sócios e músicos: o Seu primeiro Grupo Cénico foi criado em 1927 e a biblioteca foi inaugurada em 1945.
Existiu uma comissão que cuidava de todos os eventos e até da própria Sociedade: a Comissão dos Anjinhos Enrascados, que organizava as Festas de São Pedro do Seixal, juntamente com outras Comissões de Festas.
Desde a Sala de Petiscos, à Biblioteca, do Salão Nobre ao Café e até na Sala da Banda, poder-se-à encontrar um leque de recordações da banda e da Sociedade de outros tempos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Baía Natural, um património a preservar!


A Baía do Seixal é um braço do Rio Tejo que invade a zona mais baixa do território do concelho servindo de divisão entre as Cidades do Seixal e Amora. A Baía conta com inúmeras riquezas à sua volta que a complementam, auxiliado a população a disfrutar da dislumbrante paisagem, especialmente no pôr-do-sol.
Pode-se visitar junto da baía a Quinta da Fidalga ou Vale de Grou, o Parque da Quinta dos Franceses, o Forum Cultural do Seixal, a Fábrica de Cortiça Mundet, o Coreto da Amora, os núcleos históricos de Amora, Arrentela e Seixal e o passeio ribeirinho com ciclovia. Dentro da baía pode-se disfrutar de um passeio nas embarcações típicas: o varino Amoroso e as fragatas Baía do Seixal e Gaivotas.
Nela desagua o Rio Judeu, junto à Ponte da Fraternidade / Sapal da Torre da Marinha. Ainda dela, e não só, foram aproveitadas as forcas das marés para moer os cereais. Construiram-se os Moinhos de Maré com destaque para o único recuperado: o Moinho de Maré do Castelo (em Corroios) e os Moinhos de Maré dos Paulistas, da Torre, da Marinha das Vacas, Zeimoto, entre tantos outros.
Num futuro próximo, a Baía do Seixal contará com marinas e praias fluviais. Por agora conta com um novo ex-libris para os seixalenses: o barco-restaurante situado no Caís da Mundet.