domingo, 26 de abril de 2009

Um Cravo de Felicidade

Hoje, dia 26 de Abril de 2009, está o céu nublado e já choveu mas, tirando isso, nada de anormal aconteceu, a não ser a ressaca dos festejos de mais um dia da liberdade, que tivera sido festejado de véspera.
Mas noutros anos, neste mesmo dia houve muitos acontecimentos que ficaram para sempre na história: em 1648 nasce o rei Dom Pedro II de Portugal, em 1916 morre o escritor Mário de Sá-Carneiro e em 1986 ocorre o acidente nuclear de Chernobil e em 1993 nasce Joana Benavente Perdigão.
Esta jovem artista veio fazer companhia à irmã Catarina e acabar com o sossego da mesma... imagino eu!
Tal como todos os dias, desejo-te que tenhas um dia excelente e que aproveites os teus 16 aninhos porque passam depressa e, um dia destes já terás 23 como eu, e eu quase 30 (que horror!).
Mas mudando de assunto... Parabéns e muitos anos de vida, pois como não somos imortais, poderemos pelo menos ser eternos.

terça-feira, 21 de abril de 2009

35 Anos após a Revolução dos Cravos

Hoje estamos melhor que em 1974, embora continue a existir ditadura, disfarçada entre os alveolos da democracia.
Houve muitos ideais e muitas conquistas de Abril que se perderam, houve muitos sonhos que nunca se concretizaram. É mesmo assim! Qualquer revolução tem aspectos positivos e negativos.

Em 1926, após golpe militar, instituiu-se em Portugal a Ditadura Militar que durou até 1928, sendo chamada de Ditadura Nacional a partir da presidência de Óscar Carmona, que terminou em 1933 aquando a criação de uma nova Constituição, que originou o Estado Novo.
O Estado Novo era a continuação da ditadura já exitente, mas com mais e melhores regras e organizações, que foram coordenadas pelo primeiro-ministro (à época: presidente do conselho de ministros) Oliveira Salazar até à sua destituição em 1968, por incapacidade.
Salazar foi substituido por Marcello Caetano, mas nunca soube que tinha deixado de exercer funções até morrer em 1970: típico de um regime como o de então!
Quando Marcello Caetano chegou a primeiro-ministro, pensou-se que iria haver uma primavera no regime. Caetano foi para o exílio em 1974.
No Largo do Carmo, em Lisboa, as tropas fizeram cair o Estado Novo e deu-se início à 3ª República a 25 de Abril de 1974, após o golpe militar liderado por Salgueiro Maia a que se chamou Revolução dos Cravos, pois foi esta flor, que uma florista ofereceu aos militares para que não disparássem.

Três décadas e meia depois festejamos o 25 de Abril e é nosso dever transmitir e explicar ao próximo para que nunca se fechem as portas que Abril abriu!
Associação 25 de Abril: http://www.25abril.org/

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A Quinta da Fidalga

A Quinta da Fidalga ou Vale de Grou, cuja fundação remonta ao século XV, teve sempre funções agrícolas e de lazer, surgindo associada a Paulo da Gama, irmão de Vasco da Gama, o qual se teria fixado nas terras do Seixal para assistir à construção de caravelas destinadas à descoberta do caminho marítimo para a Índia. Já no século XVIII, destacava-se pelos seus excelentes pomares de citrinos, com ruas cobertas de árvores silvestres e parreiras postas em latadas e pelo seu sofisticado sistema de rega.
Distingue-se também pelo magnífico Lago de Maré, que constitui um monumento raro ou quase único na arquitectura hidráulica portuguesa. Possui ainda uma capela que foi integrada no palacete em meados do século XX, em substituição de outra mais antiga. As paredes interiores do actual templo estão revestidas de azulejos do século XVIII e de reproduções também deste período.
Em 1952, o palacete e os arruamentos da Quinta tiveram intervenções arquitectónicas dirigidas pelo Arquitecto Raul Lino, tendo distribuído azulejos, de várias épocas, nomeadamente hispano-árabes, por vários pontos da propriedade.
A Quinta da Fidalga é propriedade da Câmara Municipal do Seixal desde 2001, e, de entre os vários projectos previstos para este espaço, destaca-se o Centro Internacional de Medalha Contemporânea do Seixal.
No último fim-de-semana, decorreu na Quinta da Fidalga a Feira das Descobertas, onde o artesanato imperou entre animações musicais e teatrais de época.
A Quinta é visitável de terça-feira a domingo e situa-se na Avenida da República, nas Cavaquinhas, junto à Baía do Seixal.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Quem faz um filho, fá-lo por gosto

No dia 21 de Março cantei a "Desfolhada Portuguesa" no auditório municipal do Forum Cultural do Seixal.
Como uma imagem vale mais que mil palavras, aqui ficam as imagens que obtive.

Muito obrigado a todos!








domingo, 15 de março de 2009

Há 40 Anos a Desfolhar

Foi em Março de 1969 que Madrid viu chegar Simone de Oliveira ao seu Teatro Real para interpretar a "Desfolhada Portuguesa", que a então Espanha de Franco, cujo titulo português não gostou, traduziu-a imediatamente para "Deshojada".
Teve um percurso sinuoso e, ainda hoje é vista como uma canção interventiva fortíssima.
Não poderia deixar de assinalar o 40º aniversário da canção de Nuno Nazareth Fernandes, com orquestração do maestro Joaquim Luís Gomes e poema de José Carlos Ary dos Santos, que se vivesse, certamente perceberia o quão actualizada está a "Desfolhada".

No próximo sábado à tarde, dia 21 de Março, interpretarei a "Desfolhada Portuguesa" no Auditório Municipal do Forum Cultural do Seixal, local onde Simone de Oliveira assinalou os 40 anos de carreira, gravando ao vivo um duplo CD/DVD a que chamou de "Intimidades".

terça-feira, 3 de março de 2009

Município de Abril ou Primavera Marcelista?

Lastimo a ignorância que os serviços da Câmara Municipal do Seixal têm pelos munícipes, que mostram tal e qual a vulgaridade dos portugueses.
Explicar isto é relativamente básico. Imagine-se que o grupo de indivíduos A constrói algo bom para o património e desenvolvimento público e que, depois de reparar que a construção é util e interessante, o grupo de indivíduos B apodera-se dos bens e, aqueles que não conhecem a situação, ainda pensam que foi o grupo B que a proporcionou.

Foi isto mesmo que aconteceu. A antiga Comissão de Moradores do Bairro das Cavaquinhas construíu, com o esforço de todos, o actual parque infantil (embora com brinquedos melhores dos que hoje por lá estão), construíu o jardim e fez duas placas para que ficássem para a posteridade no jardim. Uma diz "Parque infantil. O futuro é nosso.", uma frase que ficou célebre porque saíu da boca de uma menina chamada Rosarinho (que hoje tem a idade da minha mãe) e uma segunda placa memorial com um poema lindíssimo à Revolução dos Cravos.
A minha indignação surje com a seguinte questão: onde está a placa memorial com um poema alusivo ao 25 de Abril de 1974 que dois indivíduos, funcionários da CMS ou Junta da Arrentela retiraram no início deste ano do jardim das Cavaquinhas?
Acho engraçado certas coisas que acontecem neste Seixal, continuo a achar mais graça ainda que o Município de Abril despreze o seu património. A dita placa, da qual tenho fotografias desde miúdo, foi colocada pelos moradores, assim como um lago de peixes outrora existente nesse mesmo jardim (também retirado pela autarquia), tal como ao belíssimo jardim que deixou de ter flores para ser um relvado sem pompa nem circunstância ou também, como os brinquedos do parque infantil que foram oferecidos pela fábrica A. Silva & Silva, onde foram contruidos com o suor de moradores deste bairro, assim como a construção do próprio parque.
No pós 25 de Abril, também existiu um eléctrico que servia de biblioteca popular das Cavaquinhas.
Incrível! Tudo isto desapareceu: hoje não há lago de peixes, não há eléctrico, não há brinquedos decentes no parque (e os que lá estão até precisam de ser reparados) e, a cereja no topo do bolo foi a da retirada da placa memorial do 25 de Abril.
Vergonhoso! Não há respeito por ninguém. Modernidade não é sinónimo de ignorância nem do desprezo que o peixe-espada preto nos aufere!

Espero que a autarquia se lembre de olhar para este jardim e parque infantil cuja localização é mesmo de fronte da escola secundária onde existe mesas de voto aquando das eleições.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Desabafo do Coração

"Até o mais friorento sente calor" disse-me uma vez uma amiga minha que, com toda a razão, afirmou em jeito de provérbio.
Eu posso adaptá-lo a mim, porque sendo um rapaz simpático e alegre: "até o mais feliz sente tristeza", que é o que ando a sentir nos últimos dias.
A última semana de aulas antes do Carnaval foi muito desgastante, devido ao excesso de cansaço e à minha surpreendente afonia que me deixou de rastos.
Para ajudar à tristeza, as amigas manas foram até à Estrela e, até agora, não sei novidades acerca da sua estadia e delas próprias...
No sábado fui até ao Bairro Alto ver o guitarrista numa das suas audições, que para mim, foi a primeira a que assisti. Adorei! Mesmo muito.
Mas mesmo assim sinto-me triste, como que se ninguém se lembrásse de mim e, que apesar de estar numa época alegre, é o primeiro Carnaval que não rima com alegria...
Na União, não há festejos (num sítio que outrora teve dos melhores carnavais do distrito de Setúbal), devido a persistentes e repetitivos erros. Hoje quem cresce de vento em poupa é a Timbre e a Operária, merecidamente!
Também nesta semana na União aconteceu um boato acerca de mim muito interessante. Acho graça ao que vai acontecendo e, se eu mandásse, esse menino levaria um correctivo por andar a dar esmola a mais ao pobrezinho.
Mas não me apetece falar da União porque, para tristezas, falo das minhas, apesar de, na minha opinião, a minha melancolia justificar-se apenas pela saudade de estarmos todos juntos, mas enfim!

Isto há-de passar, como tudo, como todos, excepto aqueles que guardo no meu coração, cuja chave perdi e, como tal, não os posso tirar de lá.
Entretanto vou cantando a minha "Flor de Sal" e sorrindo enquanto escrevo estas coisas e saio um pouco à noite com o guitarrista, nem que seja de madrugada!
Um grande abraço aos meus amigos, que fazem parte da minha vida... E eles sabem-no!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Um Cais Diferente

É neste cais
Que vejo o pôr-do-sol,
Que sinto a brisa do mar,
Que espero que as gaivotas
Passem por ele a voar.
*
É neste cais
Que aprendi a sonhar
Com aqueles que gosto,
Pois ali descobrimos
As noites de Agosto.
*
É neste cais
Que paramos o tempo
Sobre as negras águas
Para depois conversarmos
As alegrias e as mágoas.
*
É neste cais
Que noutrora atracavam
Os pescadores do Seixal,
Que me sento e deslumbro
O moinho de maré e a capital.
*
É neste cais
Que a qualquer hora
Me afasto da cidade,
Como que se tivesse encontrado
um cais de liberdade.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Almada Viva!

Por duas ocasiões diferentes, desloquei-me à cidade vizinha com planos agendados!

Na primeira, andei, pela primeira vez, no Metro Sul do Tejo e na outra fui até ao teatro assistir a uma das melhores peças que conheci até hoje.
Fui, mas não sozinho! Levei aqueles que da minha felicidade fazem parte.
Começo por falar daquilo que mais gostei.



Teatro: "Acamarrados", de Enda Walsh

Esta peça mostra-nos a vida de um pai e uma filha presos a uma cama suja. Cada um deles conta compulsivamente a sua história: o pai fala da ascensão e queda da sua empresa de móveis, com todos os pormenores, ajudado pela filha, enquanto que esta conta aquando de um passeio na praia, as histórias que a mãe lhe lia e as saudades que dela tem.

Ambos mostram a sua visão do mundo conjugada com luzes, até que as histórias se cruzam, neste momento e nesta cama, onde tudo é frenético, cruel e feio, mas onde talvez seja finalmente possível uma verdadeira conversa entre os dois, e talvez consigam então parar e dormir.

Em "Acamarrados", o pai construiu paredes e mais paredes dentro de casa, até a filha ficar numa caminha: erigiu paredes à volta e entrou, também ele, para a cama.

Esta história conjuga violentamente o dramático com o humor, terminando com um beijo de pai para filha, tão ternurento e sincero que faz chorar quem assiste.

"Acamarrados" esteve em cena no Teatro Municipal de Almada, com um excelente trabalho levado a bom-porto por: António Simão e Carla Galvão (actores); Tradução de Joana Frazão; Cenário e figurinos por Rita Lopes Alves; Luz: Pedro Domingos; Produção de António Simão e Pedro Carraca (assistente).



Passeio: Metro Sul do Tejo, entre o Laranjeiro e Cacilhas

Na passada semana iam quatro amigos num passeio de carro sem destino quando o mais magro dos quatro disse:

-"Porque não paras o carro e vamos de metro até Cacilhas?". Foi uma boa ideia, esta do Ricardo (que às vezes até tem boas ideias!).

Estacionei o carro e fomos directos à paragem onde comprámos o bilhete por apenas 0,85€ (válido por uma hora e recarregável nos cartões Lisboa Viva e Sete Colinas).

A viagem foi muito boa! Constatámos que o século XXI chegou a Almada e o conforto oferecido pelo metropolitano era apetecível.

Ao chegar a Cacilhas, demos uma volta até ao Ginjal e apreciamos a vista para a capital.

Num futuro próximo, antes de eu me reformar (espero!), o Metro Sul do Tejo chegará ao Seixal, tendo uma paragem mesmo junto à minha casa.
Mas enquanto isso não acontece, apenas podemos viajar entre Corroios e o concelho de Almada.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Avé Maria do Povo

Avé, Avé Maria,
mulher de um carpinteiro
e mãe do homem novo,
Senhor do mundo inteiro.
Avé mulher do povo,
Maria camponesa
que trazes sangue novo
ao corpo da tristeza.

Ouve esta nossa voz,
nós rogamos por nós,
por nós que estamos sós
e quase abandonados.

Senhora da má sorte
sem culpa concebida,
nós não pedimos a morte,
nós só pedimos a vida.

Ouve esta nossa voz,
nós rogamos por nós,
por nós que estamos sós
e mal-aventurados.

Senhora da ternura,
Senhora da alegria,
teu fruto está maduro.
É quase um novo dia,

Natal, Natal.

Poema de José Carlos Ary dos Santos.
Interpretado por Simone de Oliveira e gravado no lado B do viníl da "Desfolhada Portuguesa", em 1969.
Imagem: Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição - Seixal.

Boas Festas

Neste Natal, apenas gostava de receber a alegria de crianças que já não passarão mais fome, a euforia de povos que não terão mais guerra, a simpatia daqueles com quem nos cruzamos diariamente e a saudade presente nos olhos dos idosos de todo o mundo.
Só assim seriamos todos felizes, pois não havia necessidade de uns terem tanto e outros tão pouco.
Se tudo fosse bem distribuido, haveria mais amor a dar e a receber.

Assim sendo, vamos todos lutar para sermos simpáticos e amáveis com o próximo, nunca deixando de ajudar só porque temos vergonha ou indiferença.
Ajudemos a melhorar, a sorrir e a ajudar!

Feliz Natal e um grande e próspero 2009.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Concertos de Natal

Para celebrar o Natal deste ano, o concelho do Seixal apresenta diversos concertos corais e instrumentais em várias localidades.
Assim podemos assistir aos seguintes concertos natalícios:

Coro da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos da Torre da Marinha
6 de Dezembro (sábado)
10 horas - Mercado da Torre da Marinha
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Coro Polifónico de Fernão Ferro
6 de Dezembro (sábado)
10 horas - Mercado de Fernão Ferro
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Grupo Cantata Viva
7 de Dezembro (domingo)
21.30 horas - Igreja de Aldeia de Paio Pires
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Coro da Associação Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos do Seixal
13 de Dezembro (sábado)
10 horas - Mercado do Seixal
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Banda da Sociedade Filarmónica União Seixalense
13 de Dezembro (sábado)
21 horas - Salão Nobre da colectividade
Direcção: Maestro Armindo Luís
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Banda da Soc. Fil. Democrática Timbre Seixalense
14 de Dezembro (domingo)
16 horas - Sala de espectáculos da colectividade
Direcção: Maestro Jorge Azevedo
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Orquestra Ligeira do Clube Recreativo da Cruz de Pau
14 de Dezembro (domingo)
16 horas - Auditório da colectividade
Direcção: Maestro Francisco Pinto
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Banda da Sociedade Filarmónica União Arrentelense
14 de Dezembro (domingo)
16 horas - Sala de espectáculos da colectividade
Direcção: Maestro Manuel Henrique Ruivo
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Coro Flama Vocis
14 de Dezembro (domingo)
18 horas - Igreja Beato João Baptista Scalabrini
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Banda da Sociedade Filarmónica Operária Amorense
19 de Dezembro (sexta)
21 horas - Salão Nobre da colectividade
Direcção: Maestro Tenente-Coronel Jacinto Montezo
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Grupo Coral e Instrumental Cantar é Viver
20 de Dezembro (sábado)
10 horas - Mercado de Miratejo
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Recital de Natal
Ana Sousa (soprano), Vera Quaresma (soprano), André Santos (guitarra clássica)
20 de Dezembro (sábado)
17 horas - Auditório Municipal do Seixal
Direcção musical: André Santos
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Coro do Menino Jesus de Praga
21 de Dezembro (domingo)
19.30 horas - Igreja de Corroios
Imagem: Pormenor do painel de azulejos sobre a Natividade na Igreja de Arrentela.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Autobiografia

Hoje falar-vos-ei um pouco de mim.
Conhecerão o que fiz ao longo destes meus quase 23 anos de idade, nesta minha autobiografia.

Nasci a 1 de Janeiro de 1986 em São Sebastião da Pedreira - Lisboa, tendo adoptado como minha terra o Seixal.
Iniciei os estudos musicais aos 12 anos na Sociedade Filarmónica União Seixalense, vulgo “Os Prussianos”, com Cláudia Cunha e Marco Rosa.
Aos 13 anos ingressei na banda como executante de trompete e aprofundo os meus estudos na Academia de Música e Belas Artes Luísa Tódi e no Conservatório Regional de Setúbal, onde frequentei o curso oficial de trompete.
Na minha formação descacam-se os professores: Maestro José Augusto Carneiro, a Maestrina Filipa Palhares, Raul Avelãs, António Laertes, Maria do Céu Santos, Bárbara Villalobos e Carlos Marques.

Em 2005 participei no Concurso Internacional “Flicorno D’Oro” em Riva del Garda - Itália tendo obtido o 3º lugar com a Banda Filarmónica da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete. No mesmo ano recebi a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Alcochete, conferida pelo Sr. Presidente da Câmara José Dias Inocêncio.
Participei com a mesma banda no Concurso Internacional de Bandas de Vila Franca de Xira, onde obtive os primeiros lugares na 1ª Categoria e na Categoria Banda Taurina.

Como convidado, toco em várias bandas filarmónicas do país e já fui membro da Orquestra Ligeira e do Coro de Câmara do Conservatório Regional de Setúbal.
Gravei três CD’s, sendo o mais importante para mim o “Marés”, gravado com a banda da S.F. União Seixalense em 2005, onde sou solista no trio para trompetes “Bugler’s Holiday”, de Leroy Anderson.

Leccionei Educação Musical na Escola Básica do 1º Ciclo dos Foros de Amora.
Actualmente estudo na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, no curso de canto, tendo como professora da disciplina Filomena Amaro.
No Conservatório Nacional estudo ainda Análise e Técnicas de Composição (com Carlos Gomes), Formação Musical (com Cláudia Casquilho), Acústica e História da Música (com Helena Lima), Coro (com Tiago Marques) , Piano (com Cristina Cardoso), Alemão (com Barbara Schilling Tengarrinha) e Italiano (com Marcello Sacco).

Como em iniciação à composição de obras, fiz orquestrações de várias músicas, destacando-se a "Desfolhada Portuguesa" para orquestra e guitarra, de Nuno Nazareth Fernandes com letra do José Carlos Ary dos Santos. Sou autor de algumas Marchas Populares do Seixal, cuja letra é do Vitor Perdigão, fui membro fundador do Grupo Musical de Animação de Rua "Algazarra & Companhia" e fui músico na Grande Marcha de Alcântara.

domingo, 16 de novembro de 2008

Simone de Oliveira na SIC

Na próxima segunda-feira, dia 17 de Novembro, o programa da SIC "Vip Manicure" recebe a Simone de Oliveira como convidada para um pouco de humor no nosso fim-de-dia.
Entretanto, na Rádio TSF, o mesmo programa de Ana Bola e Maria Rueff já a entrevistou e podemos acompanhar quase uma hora da grande senhora a falar e a cantar.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Porque Cultura Nunca É Demais

A ideia de um músico ou actor será sempre em melhorar a cultura, promovendo-a e incentivando-a àqueles que a praticam ou que apenas a admiram.
Esta ideia foi posta em prática pelo amigo Ricardo Mendes, um aluno da Escola de Música do Conservatório Nacional, ao criar o Porque Cultura Nunca É Demais, desenvolvendo temas culturais com o objectivo de divulgá-los.

Em conversa comigo, disse-me que "somos um país que aposta em trazer bons músicos e em produzir bons espetaculos, mas que poderia apostar mais na sua própria cultura e na formaçao dos portugueses", mas que existem lacunas na formação dos cidadãos, porque em certa parte, "o problema está nas pessoas que não foram educadas para seguir a cultura" e, como tal, ela fica empobrecida porque é pouco divulgada.

A aprendizadem cultural pode ser definida por uma frase do pensador Joseph Joubert: "Quem tem imaginação, mas não tem cultura, possui asas, mas não tem pés".
Para o Ricardo a melhor maneira de tornar os portugueses mais culturais é a informação, por isso tem o blogue que está a informar 24 horas por dia.
Visitem-no e vão ver que não se arrependem!

domingo, 9 de novembro de 2008

O Seixal em Évora

Do Seixal a Évora são poucos quilometros de planície alentejana para observar, mas à chegada encontramos sempre boa disposição e amabilidade característica dos alentejanos.
Os Algazarra & Companhia e o Grupo Cénico da Sociedade Filarmónica União Seixalense deslocaram-se à cidade património mundial para actuar e animar os eborenses.

Saímos do Seixal às 8h20 e, assim que chegámos a Évora, começamos a tocar para acordar qualquer dorminhoco que ainda ressonásse.
Fomos a tocar até à Praça do Giraldo e depois seguimos até ao jardim do Rossio, terminando na muralha do parque das merendas. Enquanto os Algazarra actuavam, os actores do Grupo Cénico distribuiam panfletos a anunciar a soireé.
Quando se aproximou a hora do almoço, dirigimo-nos à casa que nos acolheu, a Sociedade Recreativa e Dramática de Évora.
O almoço decorreu com normalidade e carregou baterias àqueles que estavam enfraquecidos.
Durante a tarde os Algazarra voltaram à carga, tocando pelos bairros menos centrais da cidade e parando o trânsito!
Na viagem até ao primeiro bairro, fomos na bagageira de uma Ford, onde faltava o equilíbrio a cada curva e a cada lomba... Começava então a parte aventureira da história!
Após animarmos os bairros, tivemos tempo livre para tocar ad libitum e até pedir esmola! O grupo juntou-se a tocar e alguns de nós, com o chapéu do actor Rogério, iamos facturando e até na rotunda da fonte luminosa se tocou, voltando a parar o trânsito naquela tarde de domingo.
Depois fomos convidados para animar os jogadores e adeptos do Sport Lisboa e Évora onde tocamos o passodoble "El Barbaña" no meio de muita alegria.
A viagem para o SLE e a volta foram feitas numa carrinha de caixa aberta com os Algazarra no interior a tocar! Havia música ambulante ao pôr-do-sol em Évora.
A alegria dos Algazarra era contagiante fazendo algumas pessoas parar os carros e sair das casas para dançarem e cantarem as músicas conhecias que eram entoadas.
Seguiu-se o jantar, onde um dos principais temas de conversa foi amor e sexo! A entrada foi o resto do almoço e a sopa foi de feijão, onde os efeitos secundários foram expelidos pela válvula do Gil na viagem de regresso ao Seixal.

À noite, o teatro imperou. Subiu ao palco "Os Figurantes" pelo Grupo Cénico A Fénix, sendo um momento exemplar representado pelo grupo e assistido pela plateia que enchia a sala da SRDE.

Foi um dia bem passado onde o humor foi rei e que deixou saudades a todos os que foram.
Bem-Hajam!


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

172º Aniversário do Concelho do Seixal

O Seixal comemora o seu 172.º aniversário no dia 6 de Novembro. A sessão solene comemorativa tem lugar às 21.30 horas, no Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal e conta com um concerto pela Banda da Sociedade Filarmónica Operária Amorense, uma das cinco colectividades centenárias do concelho.

Imagem: Praça da República, Baía, Moinhos de Maré e Ponta dos Corvos.



O Seixal tem na origem do seu nome os seixos - pedras arredondadas pela corrente das marés.
Foi no Seixal que os irmãos Vasco e Paulo da Gama construiram as embarcações para a viagem até à Índia. Enquanto Vasco da Gama estava em Lisboa a preparar a viagem, Paulo da Gama comandava os carpinteiros e calafates na construção das naus. Estêvão da Gama
, pai dos navegadores, foi comendador do Seixal.
No início do século XVI, a população rondava as três dezenas de fogos e no dealbar do séc. XVIII, o número de habitantes ascendia a cerca de 400 pessoas. Actualmente, o Concelho tem 180 mil habitantes.
A organização administrativa e territorial do Seixal sofreu várias alterações ao longo dos tempos. Assim, na época de Quinhentos, o povoado do Seixal fazia parte da freguesia de Arrentela, estando incluído no termo de Almada. Só após a revolução liberal, na sequência da reforma administrativa de 1836
, no reinado da rainha Dona Maria II, é que viria a ganhar direitos de concelho.

Dispersão

Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.

Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...

Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem.

(O Domingo de Paris
Lembra-me o desaparecido
Que sentia comovido
Os Domingos de Paris:

Porque um domingo é família,
É bem-estar, é singeleza,
E os que olham a beleza
Não têm bem-estar nem família).

O pobre moço das ânsias...
Tu, sim, tu eras alguém!
E foi por isso também
Que te abismaste nas ânsias.

A grande ave dourada
Bateu asas para os céus,
Mas fechou-as saciada
Ao ver que ganhava os céus.

Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo.

Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que projeto:
Se me olho a um espelho, erro —
Não me acho no que projeto.

Regresso dentro de mim
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha, dentro de mim.

Não perdi a minha alma,
Fiquei com ela, perdida.
Assim eu choro, da vida,
A morte da minha alma.

Saudosamente recordo
Uma gentil companheira
Que na minha vida inteira
Eu nunca vi... Mas recordo

A sua boca doirada
E o seu corpo esmaecido,
Em um hálito perdido
Que vem na tarde doirada.

(As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que não sonhei!...

E sinto que a minha morte —
Minha dispersão total —
Existe lá longe, ao norte,
Numa grande capital
Vejo o meu último dia
Pintado em rolos de fumo,
E todo azul-de-agonia
Em sombra e além me sumo.

Ternura feita saudade,
Eu beijo as minhas mãos brancas...
Sou amor e piedade
Em face dessas mãos brancas...

Tristes mãos longas e lindas
Que eram feitas Pra se dar
Ninguém mas quis apertar
Tristes mãos longas e lindas

Eu tenho pena de mim,
Pobre menino ideal...
Que me faltou afinal?
Um elo? Um rastro?... Ai de mim!...

Desceu-me na alma o crepúsculo;
Eu fui alguém que passou.
Serei, mas já não me sou;
Não vivo, durmo o crepúsculo.

Álcool dum sono outonal
Me penetrou vagamente
A difundir-me dormente
Em urna bruma outonal.

Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida,
Eu sigo-a, mas permaneço,..

Castelos desmantelados,
Leões alados sem juba.

Mário de Sá-Carneiro
Paris, 1913


Este é um dos inúmeros poemas de um poeta quase desconhecido.
Este poeta, meu homónimo, nasceu em 1890 e morreu aos 26 anos, ainda muito jovem, deixando a também jovem república do seu país para trás.
No ano de 1916, quando Mário Sá-Carneiro se suicidou em Paris, deixou-nos uma obra notável, rica e estravagante, tal como ele.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Simone de Oliveira de Perfil

O disco duplo com os maiores êxitos de Simone de Oliveira, já está à venda em todo o país e arredores. Este albúm acarreta canções originais e versões de outros cantores que fazem parte dos 50 anos de história de carreira da cantora/actriz.

Disco 1 - Os clássicos
1. DESFOLHADA PORTUGUESA
2. COMEÇAR DE NOVO
3. NEM EU NEM VOCÊS
4. NÃO TE PEÇO PALAVRAS
5. AVÉ-MARIA DO POVO
6. SENSATEZ
7. DE SAUDADE EM SAUDADE
8. JÁ OUVISTE O MAR
9. PRAIA DE OUTONO
10. CANÇÃO CIGANA
11. OLHOS NOS OLHOS
12. SOL DE INVERNO
13. CANÇÃO AO MEU PIANO VELHO
14. PINGOS DE CHUVA
15. NUNCA MAIS A SOLIDÃO
16. AS PALAVRAS QUE EU CANTEI
17. APENAS O MEU POVO
18. MULHER PRESENTE

Disco 2 - As versões
1 . YESTERDAY
2 . ESTRANHOS NA NOITE (STRANGERS IN THE NIGHT)
3 . NE ME QUITTE PAS (NÃO ME VAIS DEIXAR)
4 . ALGUÉM QUE TEVE CORAÇÃO (ANYONE WHO HAVE AN HEART)
5 . AS COISAS DE QUE EU GOSTO (MY FAVORITE THINGS)
6 . AQUELES DIAS FELIZES (THOSE WERE THE DAYS)
7 . MARIONETTE (PUPPETS ON THE SPRING)
8 . A BANDA
9 . FALAR COM OS ANIMAIS (DR. DOOLITTLE)
10 . EU DANÇARIA ASSIM (I COULD HAVE DANCE ALL NIGHT)
11 . QUANDO ME ENAMORO (QUANDO M'INNAMORO)
12 .ÉS A MINHA CANÇÃO (THIS IS MY SONG)
13 . QUE C'EST TRISTE VENICE
14 . TU SÓ TU (SOMETHING STUPID)
15 . ONDE VAIS (EDELWEISS)
16 . NO TEU POEMA
17 . GLÓRIA GLÓRIA ALELUIA
18. DESHOJADA (DESFOLHADA PORTUGUESA)

sábado, 25 de outubro de 2008

Autopsicografia

Aos meus amigos Catarina e Ricardo:

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


Fernando Pessoa, 1930