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quinta-feira, 30 de maio de 2013

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O Fado

Não resisto em partilhar convosco este belo poema e respetiva imagem, publicado pelo genial Mário Raínho aquando da elevação do Fado a Património Imaterial da Humanidade.

FADO PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE

Está o fado, em pandemónio,
Elevado a património,
Estatuto que nos é terno...
Mas temos que ter cuidado:
Que não vá vender, do fado,
Seu património, o governo!?

Como o país está à rasca
E nossa sorte é atípica...
Vão colectar cada tasca
E toda casa que é típica!!!

Se isso acontecer, sabemos
Vai dar grande sururú
E o governo corremos
Com um biqueiro no Cú!!!

Poema de Mário Raínho

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A República

Trailer dum filme sobre a nossa história, que representa bem o que aconteceu no dia 5 de Outubro de 1910.
Viva a república! Viva Portugal!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Democracia Moribunda

Agora que estamos sem governo
Agora que tudo isto está uma confusão
Agora que estamos dependentes dos outros
Agora que ficamos a água e pão,

Pergunto para quê novas eleições?

A 3ª República apodreceu tristemente após 35 anos de liberdade. Qualquer um que vá para o poleiro não vai melhorar, não vai corrigir, não vai solucionar e não vai resistir.

Que haja uma reviravolta naqueles que nos governam, que haja uma limpeza geral para que continuemos a acreditar na democracia, mesmo sabendo que eles são eleitos por nós e que nos representam.

Mas chega! Estou cansado da ditadura presente na democracia!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

1º de Dezembro de 1640

Foi há 370 anos que, após uma revolução, o reino de Portugal reconquista a sua independência, retirada sessenta anos antes por Castela.
Dom João, duque de Bragança funda a Dinastia tornando-se João IV, rei de Portugal.
Este feriado nacional é celebrado todos os anos em todo o país, tendo maior incidência na capital, onde os festejos decorrem na Praça dos Restauradores.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Viva a República?

No 100º aniversário da implantação do regime republicano em Portugal, vale a pena fazer algumas questões que, por vezes, até parecem esquecidas pelos portugueses:
  • Vale a pena festejar a implantação da república, quando noutros anos ninguém se lembra qual a razão do feriado que está marcado no calendário a 5 de Outubro?
  • Para quê festejar a república se não se sabe o que aconteceu nesse dia?
  • De que serviu a extinção da monarquia e a implantação da república?
  • Será que a república trouxe a liberdade, igualdade e fraternidade que anunciou?
  • Os portugueses têm noção de que a maior parte destes cem anos de república foram passados numa espécie de anarquia ou em ditadura?
Enfim, acima de tudo que viva a república e que, com o esforço de todos, continuemos em busca da liberdade, igualdade e fraternidade que ainda não achámos!


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

2009 Revisitado

Agora que 2009 está a terminar, podemos olhar para trás e lembrarmo-nos das coisas que aconteceram e que marcaram o último ano da primeira década de 2000.
Foi neste ano que tomou posse o presidente norte-americano mais mediático: Barack Obama; quase todos nós ficámos sem combustível numa das maiores crises petrolíferas de sempre; alastra-se o vírus H1N1, popularizado como gripe suína e depois como gripe A; desaparece um avião com mais de duzentas pessoas a bordo sobre o Oceano Atlântico; mais um grande sísmo abala o continente asiático; foi descoberta água na Lua; o Tratado de Lisboa foi aprovado após muita contestação; no dia 17 de Dezembro ocorre um sísmo em Portugal com magnitude de 6.0 na escala e Richter.

Mais próximo dos seixalenses, ocorreu uma reviravolta no interior da União Seixalense e, entre outros acontecimentos, morre o Xico da loja, como era conhecido.
Francisco Lopes Brandão era uma figura caricata do Seixal, sendo proprietário de uma das mais antigas mercearias do centro histórico, era reconhecido por todos pela sua boa disposição.


Desejo a todos umas Boas Festas!

domingo, 15 de março de 2009

Há 40 Anos a Desfolhar

Foi em Março de 1969 que Madrid viu chegar Simone de Oliveira ao seu Teatro Real para interpretar a "Desfolhada Portuguesa", que a então Espanha de Franco, cujo titulo português não gostou, traduziu-a imediatamente para "Deshojada".
Teve um percurso sinuoso e, ainda hoje é vista como uma canção interventiva fortíssima.
Não poderia deixar de assinalar o 40º aniversário da canção de Nuno Nazareth Fernandes, com orquestração do maestro Joaquim Luís Gomes e poema de José Carlos Ary dos Santos, que se vivesse, certamente perceberia o quão actualizada está a "Desfolhada".

No próximo sábado à tarde, dia 21 de Março, interpretarei a "Desfolhada Portuguesa" no Auditório Municipal do Forum Cultural do Seixal, local onde Simone de Oliveira assinalou os 40 anos de carreira, gravando ao vivo um duplo CD/DVD a que chamou de "Intimidades".

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Porque Cultura Nunca É Demais

A ideia de um músico ou actor será sempre em melhorar a cultura, promovendo-a e incentivando-a àqueles que a praticam ou que apenas a admiram.
Esta ideia foi posta em prática pelo amigo Ricardo Mendes, um aluno da Escola de Música do Conservatório Nacional, ao criar o Porque Cultura Nunca É Demais, desenvolvendo temas culturais com o objectivo de divulgá-los.

Em conversa comigo, disse-me que "somos um país que aposta em trazer bons músicos e em produzir bons espetaculos, mas que poderia apostar mais na sua própria cultura e na formaçao dos portugueses", mas que existem lacunas na formação dos cidadãos, porque em certa parte, "o problema está nas pessoas que não foram educadas para seguir a cultura" e, como tal, ela fica empobrecida porque é pouco divulgada.

A aprendizadem cultural pode ser definida por uma frase do pensador Joseph Joubert: "Quem tem imaginação, mas não tem cultura, possui asas, mas não tem pés".
Para o Ricardo a melhor maneira de tornar os portugueses mais culturais é a informação, por isso tem o blogue que está a informar 24 horas por dia.
Visitem-no e vão ver que não se arrependem!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Dispersão

Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.

Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...

Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem.

(O Domingo de Paris
Lembra-me o desaparecido
Que sentia comovido
Os Domingos de Paris:

Porque um domingo é família,
É bem-estar, é singeleza,
E os que olham a beleza
Não têm bem-estar nem família).

O pobre moço das ânsias...
Tu, sim, tu eras alguém!
E foi por isso também
Que te abismaste nas ânsias.

A grande ave dourada
Bateu asas para os céus,
Mas fechou-as saciada
Ao ver que ganhava os céus.

Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo.

Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que projeto:
Se me olho a um espelho, erro —
Não me acho no que projeto.

Regresso dentro de mim
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha, dentro de mim.

Não perdi a minha alma,
Fiquei com ela, perdida.
Assim eu choro, da vida,
A morte da minha alma.

Saudosamente recordo
Uma gentil companheira
Que na minha vida inteira
Eu nunca vi... Mas recordo

A sua boca doirada
E o seu corpo esmaecido,
Em um hálito perdido
Que vem na tarde doirada.

(As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que não sonhei!...

E sinto que a minha morte —
Minha dispersão total —
Existe lá longe, ao norte,
Numa grande capital
Vejo o meu último dia
Pintado em rolos de fumo,
E todo azul-de-agonia
Em sombra e além me sumo.

Ternura feita saudade,
Eu beijo as minhas mãos brancas...
Sou amor e piedade
Em face dessas mãos brancas...

Tristes mãos longas e lindas
Que eram feitas Pra se dar
Ninguém mas quis apertar
Tristes mãos longas e lindas

Eu tenho pena de mim,
Pobre menino ideal...
Que me faltou afinal?
Um elo? Um rastro?... Ai de mim!...

Desceu-me na alma o crepúsculo;
Eu fui alguém que passou.
Serei, mas já não me sou;
Não vivo, durmo o crepúsculo.

Álcool dum sono outonal
Me penetrou vagamente
A difundir-me dormente
Em urna bruma outonal.

Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida,
Eu sigo-a, mas permaneço,..

Castelos desmantelados,
Leões alados sem juba.

Mário de Sá-Carneiro
Paris, 1913


Este é um dos inúmeros poemas de um poeta quase desconhecido.
Este poeta, meu homónimo, nasceu em 1890 e morreu aos 26 anos, ainda muito jovem, deixando a também jovem república do seu país para trás.
No ano de 1916, quando Mário Sá-Carneiro se suicidou em Paris, deixou-nos uma obra notável, rica e estravagante, tal como ele.

sexta-feira, 28 de março de 2008

O Amigo Que Eu Canto


Cantada por Simone de Oliveira no final do espectáculo comemorativo dos 50 anos de carreira no Coliseu dos Recreios, denominado "Num País Chamado Simone", esta canção foi a última que os seus autores fizeram juntos, sendo escrita para o espectáculo Sopa de Pedra em 1980.
A letra é do poeta José Carlos Ary dos Santos e a música de Fernando Tordo.


Desde quando nasci
Que o conheço e lhe quero
Como a um irmão meu
Como ao pai que perdi,
Como tudo o que espero.

É um homem que tem o condão da doçura
No sorriso de água, nos olhos cansados,
É metade alegria, é metade ternura
Nas palavras cantadas, nos gestos dançados,
Nos silêncios magoados.

Tem um rosto moreno
Que o inverno o marcou
E apesar de ser forte,
É um homem pequeno
Mas maior do que eu sou.

Tem defeitos, é certo. Como todos nós.
Sonha, às vezes demais,
Fala, às vezes no ar
Mas quando dentro dele a alma ganha a voz
É tal como se fosse o som do nosso mar,
Se pudesse falar...

REFRÃO
Foi capaz de mentir,
Foi capaz de calar
É capaz de chorar e de rir,
Tem um quê de fadista,
Tem um quê de gaivota,
E a mania que há-de ser artista.
Quando vê que precisa
É capaz de roubar,
Mas também sabe dar a camisa.
Foi capaz de sofrer,
Foi capaz de lutar,
È capaz de ganhar
E perder.

É um amigo meu que às vezes me ofende
Mas que eu sei que me escuta,
Que eu sei que me ouve
E também compreende.
Quantas vezes lhe digo que tenha juízo,
Que a mania dos copos só lhe faz é mal,
Que a preguiça não paga e que o trabalho é preciso.
Ele encolhe-me os ombros num despreso total,
Este tipo é assim, mas...

REFRÃO
Foi capaz de mentir,
Foi capaz de calar
É capaz de chorar e de rir,
Tem um quê de fadista,
Tem um quê de gaivota,
E a mania que há-de ser artista.
Quando vê que precisa
É capaz de roubar,
Mas também sabe dar a camisa.
Qual o nome final
Deste amigo que eu canto?
Pois é claro que é
Portugal.



terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Desfolhada Portuguesa

Cantada por Simone de Oliveira, a Desfolhada Portuguesa venceu o Festival RTP da Canção de 1969, apresentado por Lurdes Norberto.
A música é da autoria de Nuno da Nazareth Fernandes com orquestração de Ferrer Trindade e a letra de José Carlos Ary dos Santos.

Desfolhada Portuguesa

Corpo de linho, lábios de mosto
Meu corpo lindo, meu fogo posto
Eira de milho, luar de Agosto
Quem faz um filho fá-lo por gosto

É milho-rei, milho vermelho
Cravo de carne, bago de amor
Filho de um rei que sendo velho
Volta a nascer quando há calor

Minha palavra dita à luz do sol nascente
Meu madrigal de madrugada
Amor, amor, amor, amor, amor presente
Em cada espiga desfolhada

Lalalala lalalala lala lalala...
Lala lala lalalala...
Lalalala lalalala lala lalala...
Lalalala lala lala...

Minha raiz de pinho verde
Meu céu azul tocando a serra
Ó, minha mágoa e minha sede
Ao mar, ao sul da minha terra

É trigo loiro, é além Tejo
O meu país neste momento
O sol, o queima, o vento, o beija
Seara louca em movimento

Minha palavra dita à luz do sol nascente
Meu madrigal de madrugada
Amor, amor, amor, amor, amor presente
Em cada espiga desfolhada

Lalalala lalalala lala lalala...
Lala lalala lalalala...
Lalalala lalalala lala lalala...
Lalalala lala lala...

Olhos de amêndoa, cisterna escura
Onde se alpendra a desventura
Moira escondida, moira encantada
Lenda perdida, lenda encontrada

Ó, minha terra, minha aventura
Casca de noz desamparada
Ó, minha terra, minha lonjura
Por mim perdida, por mim achada

Lalai lala lalai lala lalala lai la...
Lala lalai la lalai lala...
Lalai lala lalai lala lalala lai la...
Lalalalai... lai lai lai lai...

Desfolhada Portuguesa (Inglês)
Portuguese Husking

Body of linen, lips of must
My lovely body, my burning fire
Threshing-floor, August moonlight
Who conceives a child, does it for pleasure

It's red maize, red coloured maize
Flesh wart, grain of love
Son of a king that, being old
Grows back when times are warm

My word spoken at the rising sun's light
My dawning madrigal
Love, love, love, love, present love
In every husked corncob

Lalalala lalalala lala lalala...
Lala lala lalalala...
Lalalala lalalala lala lalala...
Lalalala lala lala...

My green pine root
My blue sky touching the ridge
Oh, my sorrow and my thirstiness
To the sea, south of my homeland

It's blond maize, it's beyond Tagus
My country at this moment
The sun burns it, the wind kisses it
Extatic corn-field in motion

My word spoken at the rising sun's light
My dawning madrigal
Love, love, love, love, present love
In every husked corncob

Lalalala lalalala lala lalala...
Lala lalala lalalala...
Lalalala lalalala lala lalala...
Lalalala lala lala...

Almond eyes, obscure well
Where my misfortune is protected
Hidden moor, enchanted moor
Forfeited legend, found legend

Oh, my homeland, my adventure
Helpless nutshell
Oh, my homeland, my remoteness
By myself lost, by myself found

Lalai lala lalai lala lalala lai la...
Lala lalai la lalai lala...
Lalai lala lalai lala lalala lai la...
Lalalalai... lai lai lai lai...

Desfolhada Portuguesa (Castelhano)
Deshojada


Cuerpo de junco, labios de grana, cuerpo que quema como la llama
Una elegida ha crecido, nacer un hijo, amor cumplido
Trabajo miel, grano maduro, blanco clavel, hoja de amor
Hijo de un rey que siendo viejo vuelva a nacer con mi calor

En mi palbra que a la luz del sol naciente, es madrigal de madrugada
Amor, amor, amor, amor, amor presente en cada espiga deshojada

(La la la la la la la la la la la la la...)
(La la la la la... la la la la...)
(La la la la la la la la la la la la la...)
(La la la la la la la la...)

¡Ay!, mi raíz de pino verde, mi cielo azul junto a mi sierra
¡Ay! pena mía, mi seda ardiente, ¡ay!, mar azul, mar de mi tierra
Espiga rubia junto al Tajo, en mi país - feliz momento
El sol lo peina, lo mece el viento, es trigo loco en movimento

En mi palbra que a la luz de sol naciente, es madrigal de madrugada
Amor, amor, amor, amor, amor presente en cada espiga deshojada

(La la la la la la la la la la la la la...)
(La la la la la... la la la la...)
(La la la la la la la la la la la la la...)
(La la la la la la la la...)

Ojos de almendra, caverna oscura donde se esconde la desventura
Mora escondida, mora encantada, por mí perdida, por mí encontrada
Y por la tierra de tu amada, barco de miel desamparada
Y por la tierra, tierra adorada, por mí perdida, por mí encontrada

La la la la la la la la la la la la la...
La la la la la... la la la la...
La la la la la la la la la la la la la...
La la la la la la la la...

Desfolhada Portuguesa (Francês)
Terre Guitare


Cœur de lumière, levres de soif, un cœur de fièvre, un feu de joie
À la nuit où tu encoules le champ pour mettre en route un tas d'enfants
Vers le maïs l'amour est blanc, dans mon pays l'amour est rouge
Fruits des amants et des moissons de nos deux corps quand le sang brûle

Mon bel amour, mon tendre amour, soleil et sang, tendres paroles dites au matin
Amour, amour, amour, amour, amour présent, terre guitare, voix de raisin

(La la la la la la la la la la la la la...)
(La la la la la... la la la la...)
(La la la la la la la la la la la la la...)
(La la la la la la la la...)

La mer au sud de mon pays saigne de sang des découvertes
Oh... ma douleur et mon soucis, aux heures de joie jamais ouvertes
C'est du blé chaud, du blé du Tage, mon beau pays, rose des vents
C'est l'heure d'orages, l'heure des poètes, oh... mon passé et mon présent

Mon bel amour, mon tendre amour, soleil et sang, tendres paroles dites au matin
Amour, amour, amour, amour, amour présent, terre guitare, voix de raisin

(La la la la la la la la la la la la la...)
(La la la la la... la la la la...)
(La la la la la la la la la la la la la...)
(La la la la la la la la...)

Terre guitare aux yeux d'amande où le malheur est presque tendre
Terre assoiffée, terre brûlante, emprisonnée dans sa légende
Oh mon pays, mon madrigal, mon horizon de femmes brunes
Oh mon pays, mon Portugal, oh... ma splendeur au clair de lune

La la la lay la la la lay la lay la la la...
La lay la lay... la lay la lay...
La lay la la la lay la la la lay la lay la...
La lay la la la lay lay lay...