sexta-feira, 14 de junho de 2013
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
O Fado
FADO PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE
Está o fado, em pandemónio,

Elevado a património,
Estatuto que nos é terno...
Mas temos que ter cuidado:
Que não vá vender, do fado,
Seu património, o governo!?
Como o país está à rasca
E nossa sorte é atípica...
Vão colectar cada tasca
E toda casa que é típica!!!
Se isso acontecer, sabemos
Vai dar grande sururú
E o governo corremos
Com um biqueiro no Cú!!!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
A Cristina de Castro Deixará Saudade


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Dia de Reis
Neste dia, segundo a tradição cristã, os três reis-magos chegam à mangedoura, em Belém, onde visitam o menino Jesus e lhe entregam três presentes: ouro, incenso e mirra. Baltasar, Gaspar e Belchior (ou Melchior) foram guiados pela estrela do norte.Ora, todos estes simbolismos encontramos ainda hoje quando colocamos a estrela no cimo da árvore de Natal e quando abrimos os presentes. Mais correctos ainda são os espanhóis que abrem os presentes na noite de reis.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Recordando Ary dos Santos





sexta-feira, 26 de junho de 2009
"Mário Barradas canta Ary dos Santos"
Gostei muito de cantar e gostei muito do público que me assistiu, pelo que vale a pena repetir canções como a "Tourada", a "Desfolhada Portuguesa", a "Lisboa Menina e Moça" ou o "Tango Ribeirinho".
Assim sendo, agradeço a todos o apoio prestado.
Muito Obrigado!
sexta-feira, 27 de março de 2009
Quem faz um filho, fá-lo por gosto
Muito obrigado a todos!

domingo, 15 de março de 2009
Há 40 Anos a Desfolhar
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Autobiografia
Conhecerão o que fiz ao longo destes meus quase 23 anos de idade, nesta minha autobiografia.
Nasci a 1 de Janeiro de 1986 em São Sebastião da Pedreira - Lisboa, tendo adoptado como minha terra o Seixal.
Iniciei os estudos musicais aos 12 anos na Sociedade Filarmónica União Seixalense, vulgo “Os Prussianos”, com Cláudia Cunha e Marco Rosa.
Aos 13 anos ingressei na banda como executante de trompete e aprofundo os meus estudos na Academia de Música e Belas Artes Luísa Tódi e no Conservatório Regional de Setúbal, onde frequentei o curso oficial de trompete.
Na minha formação descacam-se os professores: Maestro José Augusto Carneiro, a Maestrina Filipa Palhares, Raul Avelãs, António Laertes, Maria do Céu Santos, Bárbara Villalobos e Carlos Marques.
Em 2005 participei no Concurso Internacional “Flicorno D’Oro” em Riva del Garda - Itália tendo obtido o 3º lugar com a Banda Filarmónica da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete. No mesmo ano recebi a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Alcochete, conferida pelo Sr. Presidente da Câmara José Dias Inocêncio.
Participei com a mesma banda no Concurso Internacional de Bandas de Vila Franca de Xira, onde obtive os primeiros lugares na 1ª Categoria e na Categoria Banda Taurina.
Como convidado, toco em várias bandas filarmónicas do país e já fui membro da Orquestra Ligeira e do Coro de Câmara do Conservatório Regional de Setúbal.
Gravei três CD’s, sendo o mais importante para mim o “Marés”, gravado com a banda da S.F. União Seixalense em 2005, onde sou solista no trio para trompetes “Bugler’s Holiday”, de Leroy Anderson.
Leccionei Educação Musical na Escola Básica do 1º Ciclo dos Foros de Amora.
Actualmente estudo na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, no curso de canto, tendo como professora da disciplina Filomena Amaro.
No Conservatório Nacional estudo ainda Análise e Técnicas de Composição (com Carlos Gomes), Formação Musical (com Cláudia Casquilho), Acústica e História da Música (com Helena Lima), Coro (com Tiago Marques) , Piano (com Cristina Cardoso), Alemão (com Barbara Schilling Tengarrinha) e Italiano (com Marcello Sacco).
Como em iniciação à composição de obras, fiz orquestrações de várias músicas, destacando-se a "Desfolhada Portuguesa" para orquestra e guitarra, de Nuno Nazareth Fernandes com letra do José Carlos Ary dos Santos. Sou autor de algumas Marchas Populares do Seixal, cuja letra é do Vitor Perdigão, fui membro fundador do Grupo Musical de Animação de Rua "Algazarra & Companhia" e fui músico na Grande Marcha de Alcântara.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Dispersão
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.
Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...
Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem.
(O Domingo de Paris
Lembra-me o desaparecido
Que sentia comovido
Os Domingos de Paris:
Porque um domingo é família,
É bem-estar, é singeleza,
E os que olham a beleza
Não têm bem-estar nem família).
O pobre moço das ânsias...
Tu, sim, tu eras alguém!
E foi por isso também
Que te abismaste nas ânsias.
A grande ave dourada
Bateu asas para os céus,
Mas fechou-as saciada
Ao ver que ganhava os céus.
Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo.
Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que projeto:
Se me olho a um espelho, erro —
Não me acho no que projeto.
Regresso dentro de mim
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha, dentro de mim.
Não perdi a minha alma,
Fiquei com ela, perdida.
Assim eu choro, da vida,
A morte da minha alma.
Saudosamente recordo
Uma gentil companheira
Que na minha vida inteira
Eu nunca vi... Mas recordo
A sua boca doirada
E o seu corpo esmaecido,
Em um hálito perdido
Que vem na tarde doirada.
(As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que não sonhei!...
E sinto que a minha morte —
Minha dispersão total —
Existe lá longe, ao norte,
Numa grande capital
Vejo o meu último dia
Pintado em rolos de fumo,
E todo azul-de-agonia
Em sombra e além me sumo.
Ternura feita saudade,
Eu beijo as minhas mãos brancas...
Sou amor e piedade
Em face dessas mãos brancas...

Tristes mãos longas e lindas
Que eram feitas Pra se dar
Ninguém mas quis apertar
Tristes mãos longas e lindas
Eu tenho pena de mim,
Pobre menino ideal...
Que me faltou afinal?
Um elo? Um rastro?... Ai de mim!...
Desceu-me na alma o crepúsculo;
Eu fui alguém que passou.
Serei, mas já não me sou;
Não vivo, durmo o crepúsculo.
Álcool dum sono outonal
Me penetrou vagamente
A difundir-me dormente
Em urna bruma outonal.
Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida,
Eu sigo-a, mas permaneço,..
Castelos desmantelados,
Leões alados sem juba.


