Mostrar mensagens com a etiqueta tango. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tango. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 26 de junho de 2009

"Mário Barradas canta Ary dos Santos"

As Festas Populares de São Pedro do Seixal contaram com uma actuação minha...
Gostei muito de cantar e gostei muito do público que me assistiu, pelo que vale a pena repetir canções como a "Tourada", a "Desfolhada Portuguesa", a "Lisboa Menina e Moça" ou o "Tango Ribeirinho".

Assim sendo, agradeço a todos o apoio prestado.
Muito Obrigado!





Ficha Técnica:
Intérprete: Mário Barradas
Coro: Margarida Calqueiro e Márcia Poupinha
Flauta transversal: Matilde Albuquerque
Clarinete: Gonçalo Freitas
Saxofones soprano/alto/tenor: Vitor Meireles
Saxofone barítono: Vânia Martins
Trompete/fliscorne: Pedro Azevedo
Guitarra clássica: Ricardo Mendes
Piano: Ana Lagarto
Bateria: Rui Ramalho
Acessórios: Eduardo Relvas
Orquestrações: Mário Barradas, Jorge Costa Pinto, Carlos Cardoso e Francisco Santos
Letras: José Carlos Ary dos Santos e Vítor Perdigão
Cabeleireiro: Graciete Dias
Guarda-roupa: Maria Manuela e Lurdes França
Cenário: Joana Perdigão
Organização e apoio: Junta de Freguesia do Seixal, Câmara Municipal do Seixal, Sociedade Filarmónica Operária Amorense, Sociedade Filarmónica União Seixalense e Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense.

domingo, 20 de julho de 2008

Tango Ribeirinho

É à beira da ribeira
Que Lisboa abre os olhos
Quando acorda de manhã
À cabeça da peixeira
Há fruta-do-mar aos molhos
Que põe mais sal na manhã

É à beira da ribeira
Que os marujos vão curtir
Os restos da bebedeira
Que apanharam a sorrir

É à beira da ribeira
Que acorda a cidade inteira
Que apregoa a vendedeira
Que a gente gosta de ouvir



REFRÃO
Este tango ribeirinho
Sabe a Tejo e sabe a vinho
Este tango da cidade
Tem navalhas de saudade
Tem punhais de solidão
A doer devagarinho
Dentro do meu coração

Este tango ribeirinho
Tem fragatas de carinho
Tem andorinhas nas telhas
E cravos de por na orelha
Sardinheiras encarnadas
Junto às toalhas de linho
Penduradas nas sacadas
Este tango ribeirinho



É à beira da ribeira
Que há canalhas e há malandros
E mulheres de meia-porta
Mas à beira da ribeira
Há cabazes de morangos
Que ainda nos sabem a horta

É à beira da ribeira
Que vai esperar o estivador
Numa manhã toda inteira
Que lhe comprem o suor

É à beira da ribeira
Que um ramo de erva cidreira
Traz a ternura e cheira
A Lisboa, meu amor


REFRÃO




Letra: José Carlos Ary dos Santos
Música: Nuno Nazareth Fernandes e Thilo Crassman