Mostrar mensagens com a etiqueta santos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta santos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sonata de Outono

Ary dos Santos

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Fado Moliceiro


Na continuação do disco "Um Homem na Cidade", Carlos do Carmo e Ary dos Santos juntaram-se a vários músicos e criaram "Um Homem no País".
Deste último, recordo o Fado Moliceiro, que tão bem retrata a região de Aveiro, onde nasceu a minha avó na cidade da Murtosa, em 1930.

A partir de hoje o disco "Um Homem no País" está disponível na barra do lado direito deste blogue, com todas as músicas que tão bem retratam cada região.

Fado Moliceiro
Letra: José Carlos Ary dos Santos
Música: Carlos Paredes


Silêncio que se vai cantar a ria...

domingo, 30 de janeiro de 2011

Cantigas de Amigos


Amigos,
A partir de hoje poderão conhecer quatro grandes nomes da nossa cultura, num só disco!

O vinil acima data de 1971 e recupera a arte trovadoresca das Cantigas de Amigo, onde Amália Rodrigues canta, os poetas Natália Correia e Ary dos Santos declamam e Maluda cria a capa do disco.
Do lado direito deste blogue está disponível todo o conteúdo desta obra de grande qualidade, que une três artes: a música, a poesia e a pintura.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Aos Meus Amigos

Nem um poema nem um verso nem um canto
tudo raso de ausência tudo liso de espanto
e nem Camões, Virgílio, Shelley, Dante
o meu amigo está longe e a distância é bastante.

Nem um som nem um grito nem um ai
tudo calado todos sem mãe nem pai
Ah não Camões, Virgílio, Shelley, Dante!
o meu amigo está longe e a tristeza é bastante
.

Nada a não ser este silêncio tenso
que faz do amor sozinho o amor imenso.
Calai Camões, Virgílio, Shelley, Dante:
o meu amigo está longe e a saudade é bastante!

Poema de José Carlos Ary dos Santos
Triptico de Joana Benavente Perdigão:
André, Catarina, Ricardo, Joana e Mário

domingo, 15 de novembro de 2009

Retalhos da Vida de um Médico

Numa altura em que não estou com as melhores faculdades físicas, devido a problemas de saúde, lembrei-me de partilhar convosco este poema, dedicando-o a todos os médicos que nos ajudam a melhorar e a sorrir, mesmo que, por vezes, não seja possível.

Poema de José Carlos Ary dos Santos com música de Tozé Brito, foi tema de uma série televisiva com o mesmo nome no início da década de 80, sendo cantado pelo Carlos do Carmo.

Serras, veredas, atalhos,
Estradas e fragas de vento,
Onde se encontram retalhos
De vidas em sofrimento

Retalhos fundos nos rostos,
Mãos duras e retalhadas
Pelo suor do desgosto,
Retalha as caras fechadas

O caminho que seguiste,
Entre gente pobre e rude,
Muitas vezes tu abriste
Uma rosa de saúde

Cada história é um retalho
Cortado no coração
De um homem que no trabalho
Reparte a vida e o pão


As vidas que defendeste,
E o pão que repartiste,
São lágrimas que tu bebeste
Dos olhos de um povo triste


E depois de tanto mundo,
Retalhado de verdade,
Também tu chegaste ao fundo
Da doença da cidade

Da que não vem na sebenta,
Daquela que não se ensina,
Da pobreza que afugenta
Os barões da medicina

Tu sabes quanto fizeste,
A miséria não segura,
Nem mesmo quando lhe deste
A receita da ternura

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Recordando Ary dos Santos

No passado dia 16 de Outubro voltei a cantar Ary dos Santos, desta vez na Sociedade Filarmónica Operária Amorense, numa sala cheia para recordarmos o poeta e a música portuguesa.
Muito Obrigado ao público por assistirem e pelo apoio e aos músicos que estiveram fantásticos!
Agradeço também àqueles que menciono abaixo, porque tornaram o espectáculo mais rico.

Muito obrigado!

Ficha Técnica:
Intérpretes: Mário Barradas e Andreia Graça
Coro: Margarida Calqueiro e Márcia Poupinha
Flauta transversal: Matilde Albuquerque
Clarinete: Gonçalo Freitas
Saxofone soprano: Vitor Meireles
Saxofone alto: Ricardo Toscano
Saxofone tenor: Ricardo Rodrigues
Saxofone barítono: Vânia Martins
Trompete/fliscorne: Pedro Azevedo
Trombone: André Pedro
Tuba: João Chaveiro
Guitarra clássica: Ricardo Mendes
Piano: Alexandre Pita
Bateria: Rui Ramalho
Acessórios: Eduardo Relvas e Simão Santos
Orquestrações: Mário Barradas, Jorge Costa Pinto, Carlos Cardoso e Francisco Santos
Letras: José Carlos Ary dos Santos
Cabeleireiro: Graciete Dias
Guarda-roupa: Lurdes França e Mónica Nunes
Cenário: Joana Perdigão e Hugo Cruz
Fotografia: Paulo Jorge
Organização e apoio: Junta de Freguesia de Amora, Câmara Municipal do Seixal, Junta de Freguesia do Seixal, Sociedade Filarmónica Operária Amorense, Escola Básica 2/3 de Nun´Álvares, Projecto Comenius, Jornal Notícias do Seixal, Jornal Comércio do Seixal Rádio Baía e RDS.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

"Mário Barradas canta Ary dos Santos"

As Festas Populares de São Pedro do Seixal contaram com uma actuação minha...
Gostei muito de cantar e gostei muito do público que me assistiu, pelo que vale a pena repetir canções como a "Tourada", a "Desfolhada Portuguesa", a "Lisboa Menina e Moça" ou o "Tango Ribeirinho".

Assim sendo, agradeço a todos o apoio prestado.
Muito Obrigado!





Ficha Técnica:
Intérprete: Mário Barradas
Coro: Margarida Calqueiro e Márcia Poupinha
Flauta transversal: Matilde Albuquerque
Clarinete: Gonçalo Freitas
Saxofones soprano/alto/tenor: Vitor Meireles
Saxofone barítono: Vânia Martins
Trompete/fliscorne: Pedro Azevedo
Guitarra clássica: Ricardo Mendes
Piano: Ana Lagarto
Bateria: Rui Ramalho
Acessórios: Eduardo Relvas
Orquestrações: Mário Barradas, Jorge Costa Pinto, Carlos Cardoso e Francisco Santos
Letras: José Carlos Ary dos Santos e Vítor Perdigão
Cabeleireiro: Graciete Dias
Guarda-roupa: Maria Manuela e Lurdes França
Cenário: Joana Perdigão
Organização e apoio: Junta de Freguesia do Seixal, Câmara Municipal do Seixal, Sociedade Filarmónica Operária Amorense, Sociedade Filarmónica União Seixalense e Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Quem faz um filho, fá-lo por gosto

No dia 21 de Março cantei a "Desfolhada Portuguesa" no auditório municipal do Forum Cultural do Seixal.
Como uma imagem vale mais que mil palavras, aqui ficam as imagens que obtive.

Muito obrigado a todos!








domingo, 15 de março de 2009

Há 40 Anos a Desfolhar

Foi em Março de 1969 que Madrid viu chegar Simone de Oliveira ao seu Teatro Real para interpretar a "Desfolhada Portuguesa", que a então Espanha de Franco, cujo titulo português não gostou, traduziu-a imediatamente para "Deshojada".
Teve um percurso sinuoso e, ainda hoje é vista como uma canção interventiva fortíssima.
Não poderia deixar de assinalar o 40º aniversário da canção de Nuno Nazareth Fernandes, com orquestração do maestro Joaquim Luís Gomes e poema de José Carlos Ary dos Santos, que se vivesse, certamente perceberia o quão actualizada está a "Desfolhada".

No próximo sábado à tarde, dia 21 de Março, interpretarei a "Desfolhada Portuguesa" no Auditório Municipal do Forum Cultural do Seixal, local onde Simone de Oliveira assinalou os 40 anos de carreira, gravando ao vivo um duplo CD/DVD a que chamou de "Intimidades".

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Avé Maria do Povo

Avé, Avé Maria,
mulher de um carpinteiro
e mãe do homem novo,
Senhor do mundo inteiro.
Avé mulher do povo,
Maria camponesa
que trazes sangue novo
ao corpo da tristeza.

Ouve esta nossa voz,
nós rogamos por nós,
por nós que estamos sós
e quase abandonados.

Senhora da má sorte
sem culpa concebida,
nós não pedimos a morte,
nós só pedimos a vida.

Ouve esta nossa voz,
nós rogamos por nós,
por nós que estamos sós
e mal-aventurados.

Senhora da ternura,
Senhora da alegria,
teu fruto está maduro.
É quase um novo dia,

Natal, Natal.

Poema de José Carlos Ary dos Santos.
Interpretado por Simone de Oliveira e gravado no lado B do viníl da "Desfolhada Portuguesa", em 1969.
Imagem: Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição - Seixal.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Autobiografia

Hoje falar-vos-ei um pouco de mim.
Conhecerão o que fiz ao longo destes meus quase 23 anos de idade, nesta minha autobiografia.

Nasci a 1 de Janeiro de 1986 em São Sebastião da Pedreira - Lisboa, tendo adoptado como minha terra o Seixal.
Iniciei os estudos musicais aos 12 anos na Sociedade Filarmónica União Seixalense, vulgo “Os Prussianos”, com Cláudia Cunha e Marco Rosa.
Aos 13 anos ingressei na banda como executante de trompete e aprofundo os meus estudos na Academia de Música e Belas Artes Luísa Tódi e no Conservatório Regional de Setúbal, onde frequentei o curso oficial de trompete.
Na minha formação descacam-se os professores: Maestro José Augusto Carneiro, a Maestrina Filipa Palhares, Raul Avelãs, António Laertes, Maria do Céu Santos, Bárbara Villalobos e Carlos Marques.

Em 2005 participei no Concurso Internacional “Flicorno D’Oro” em Riva del Garda - Itália tendo obtido o 3º lugar com a Banda Filarmónica da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete. No mesmo ano recebi a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Alcochete, conferida pelo Sr. Presidente da Câmara José Dias Inocêncio.
Participei com a mesma banda no Concurso Internacional de Bandas de Vila Franca de Xira, onde obtive os primeiros lugares na 1ª Categoria e na Categoria Banda Taurina.

Como convidado, toco em várias bandas filarmónicas do país e já fui membro da Orquestra Ligeira e do Coro de Câmara do Conservatório Regional de Setúbal.
Gravei três CD’s, sendo o mais importante para mim o “Marés”, gravado com a banda da S.F. União Seixalense em 2005, onde sou solista no trio para trompetes “Bugler’s Holiday”, de Leroy Anderson.

Leccionei Educação Musical na Escola Básica do 1º Ciclo dos Foros de Amora.
Actualmente estudo na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, no curso de canto, tendo como professora da disciplina Filomena Amaro.
No Conservatório Nacional estudo ainda Análise e Técnicas de Composição (com Carlos Gomes), Formação Musical (com Cláudia Casquilho), Acústica e História da Música (com Helena Lima), Coro (com Tiago Marques) , Piano (com Cristina Cardoso), Alemão (com Barbara Schilling Tengarrinha) e Italiano (com Marcello Sacco).

Como em iniciação à composição de obras, fiz orquestrações de várias músicas, destacando-se a "Desfolhada Portuguesa" para orquestra e guitarra, de Nuno Nazareth Fernandes com letra do José Carlos Ary dos Santos. Sou autor de algumas Marchas Populares do Seixal, cuja letra é do Vitor Perdigão, fui membro fundador do Grupo Musical de Animação de Rua "Algazarra & Companhia" e fui músico na Grande Marcha de Alcântara.

domingo, 20 de julho de 2008

Tango Ribeirinho

É à beira da ribeira
Que Lisboa abre os olhos
Quando acorda de manhã
À cabeça da peixeira
Há fruta-do-mar aos molhos
Que põe mais sal na manhã

É à beira da ribeira
Que os marujos vão curtir
Os restos da bebedeira
Que apanharam a sorrir

É à beira da ribeira
Que acorda a cidade inteira
Que apregoa a vendedeira
Que a gente gosta de ouvir



REFRÃO
Este tango ribeirinho
Sabe a Tejo e sabe a vinho
Este tango da cidade
Tem navalhas de saudade
Tem punhais de solidão
A doer devagarinho
Dentro do meu coração

Este tango ribeirinho
Tem fragatas de carinho
Tem andorinhas nas telhas
E cravos de por na orelha
Sardinheiras encarnadas
Junto às toalhas de linho
Penduradas nas sacadas
Este tango ribeirinho



É à beira da ribeira
Que há canalhas e há malandros
E mulheres de meia-porta
Mas à beira da ribeira
Há cabazes de morangos
Que ainda nos sabem a horta

É à beira da ribeira
Que vai esperar o estivador
Numa manhã toda inteira
Que lhe comprem o suor

É à beira da ribeira
Que um ramo de erva cidreira
Traz a ternura e cheira
A Lisboa, meu amor


REFRÃO




Letra: José Carlos Ary dos Santos
Música: Nuno Nazareth Fernandes e Thilo Crassman

domingo, 13 de julho de 2008

Sete Letras

Esta palavra saudade
sete letras de ternura
sete letras de ansiedade
e outras tantas de aventura.
Esta palavra saudade
a mais bela e mais pura
sete letras de verdade
e outras tantas de loucura.

Sete pedras, sete cardos,
sete facas e punhais
sete beijos que são nardos
sete pecados mortais.

Esta palavra saudade
dói no corpo devagar
quando a gente se levanta
fica na cama a chorar.

Esta palavra saudade
sabe a sumo de limão
tem o travo de amargura
que nasceu do coração.

Ai! palavra amarga e doce
estrangulada na garganta
palavra como se fosse
o silêncio que se canta.

Meu cavalo imenso e louco
a galopar na distância
entre o muito e entre o pouco
que me afasta da infância.

Esta palavra saudade
é a mais prenha de pranto
como um filho que nascesse
por termos sofrido tanto.

Por termos sofrido tanto
é que a saudade está viva
são sete letras de encanto
sete letras por enquanto
enquanto a gente for viva.

Este palavra saudade
sabe ao gosto das amoras
cada vez que tu não vens
cada vez que tu demoras.

Ai! palavra amarga e doce
debruçada na idade
palavra como se fosse
um resto de mocidade.

Marcada por sete letras
a ferro e a fogo no tempo
Ai! palavra dos poetas
que a disparam contra o vento.

Esta palavra saudade
dói no corpo devagar
quando a gente se levanta
fica na cama a chorar.

Por termos sofrido tanto
é que a saudade está viva
são sete letras de encanto
sete letras por enquanto
enquanto a gente for viva.
Dos mais belos poemas de José Carlos Ary dos Santos, interpretado por Simone de Oliveira.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Apenas o Meu Povo


Quem disse que morreu a madrugada?
Quem disse que esta noite foi perdida?
Quem pôs na minha alma magoada
As palavras mais tristes que há na vida?

Quem me disse saudade em vez de amor?
Quem me disse tristeza em vez de esperança?
Quem me lançou a pedra do terror
Matando o cantador e a criança?

Quem fez da minha espera desespero?
Quem fez da minha sede temperança?
Quem me dando tudo quanto eu quero
Da minha tempestade fez bonança?

Quem amainou os ventos do meu corpo
E saciou o mar da minha fome?
Quem foi que me venceu depois de morto
E soletrou as letras do meu nome?

Quem foi que me fez servo sem servir?
Quem foi que me fez escravo sem querer?
Quem foi que disse que eu podia ir
Tão longe quanto nós podemos ser?

Apenas quem me viu calado e triste
E despertou em mim um mundo novo,
Apenas a esperança que resiste
Apenas o meu sangue, apenas o meu povo.

Apenas a esperança que resiste
Apenas o meu sangue, apenas o meu povo.


Poema de José Carlos Ary dos Santos
Música de Fernando Tordo
Intérprete: Simone de Oliveira

Ganhou o Prémio de Interpretação no Festival RTP da Canção de 1973

sexta-feira, 28 de março de 2008

O Amigo Que Eu Canto


Cantada por Simone de Oliveira no final do espectáculo comemorativo dos 50 anos de carreira no Coliseu dos Recreios, denominado "Num País Chamado Simone", esta canção foi a última que os seus autores fizeram juntos, sendo escrita para o espectáculo Sopa de Pedra em 1980.
A letra é do poeta José Carlos Ary dos Santos e a música de Fernando Tordo.


Desde quando nasci
Que o conheço e lhe quero
Como a um irmão meu
Como ao pai que perdi,
Como tudo o que espero.

É um homem que tem o condão da doçura
No sorriso de água, nos olhos cansados,
É metade alegria, é metade ternura
Nas palavras cantadas, nos gestos dançados,
Nos silêncios magoados.

Tem um rosto moreno
Que o inverno o marcou
E apesar de ser forte,
É um homem pequeno
Mas maior do que eu sou.

Tem defeitos, é certo. Como todos nós.
Sonha, às vezes demais,
Fala, às vezes no ar
Mas quando dentro dele a alma ganha a voz
É tal como se fosse o som do nosso mar,
Se pudesse falar...

REFRÃO
Foi capaz de mentir,
Foi capaz de calar
É capaz de chorar e de rir,
Tem um quê de fadista,
Tem um quê de gaivota,
E a mania que há-de ser artista.
Quando vê que precisa
É capaz de roubar,
Mas também sabe dar a camisa.
Foi capaz de sofrer,
Foi capaz de lutar,
È capaz de ganhar
E perder.

É um amigo meu que às vezes me ofende
Mas que eu sei que me escuta,
Que eu sei que me ouve
E também compreende.
Quantas vezes lhe digo que tenha juízo,
Que a mania dos copos só lhe faz é mal,
Que a preguiça não paga e que o trabalho é preciso.
Ele encolhe-me os ombros num despreso total,
Este tipo é assim, mas...

REFRÃO
Foi capaz de mentir,
Foi capaz de calar
É capaz de chorar e de rir,
Tem um quê de fadista,
Tem um quê de gaivota,
E a mania que há-de ser artista.
Quando vê que precisa
É capaz de roubar,
Mas também sabe dar a camisa.
Qual o nome final
Deste amigo que eu canto?
Pois é claro que é
Portugal.