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sexta-feira, 29 de março de 2013

Ópera do Tejo - Lisboa, 1755

Música: Alessandro Nell' Indie de David Perez - a ópera que estreou a Casa da Ópera ou Ópera do Tejo, em março de 1755, situada no Terreiro do Paço. Desapareceu com o terramoto de 1 de novembro de 1755.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A Muleta do Seixal



A Muleta do Seixal ou Muleta de Tartaranha é uma das mais invulgares embarcações portuguesas, caída em desuso em finais do século XIX. Os seus portos de armamento eram o Seixal e o Barreiro, onde figura como o elemento principal no brasão destas duas cidades.

Embarcação de pesca de arrasto à vela, aparelhava uma arte de rede de arrasto pelo fundo em forma de saco, chamada arte de tartaranha. A sua zona de actuação limitava-se aos estuários do Tejo e do Sado e à plataforma continental entre os Cabo da Roca e Cabo Espichel. Pescava principalmente peixe areado (azevia, linguado e solha).

Considerada durante muito tempo como uma embarcação de tipo romano (ou mesmo mais antiga), a moderna investigação situa-a em Portugal numa data muito mais recente (sécs. XVI-XVII). A muleta de tartaranha foi substituída nos finais do século XIX pelo bote de tartaranha, embarcação tradicional do tipo dos barcos do Tejo, que desenvolveu a sua actividade até finais da Segunda Guerra Mundial.

Um dos aspectos mais característicos da muleta e do bote de tartarenha é o aspecto vélico, constituido por um conjunto grande de velas armadas a vante e a ré, triangulares e retangulares.

Encontra-se presente no brasão da Cidade do Seixal.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Almada Viva!

Por duas ocasiões diferentes, desloquei-me à cidade vizinha com planos agendados!

Na primeira, andei, pela primeira vez, no Metro Sul do Tejo e na outra fui até ao teatro assistir a uma das melhores peças que conheci até hoje.
Fui, mas não sozinho! Levei aqueles que da minha felicidade fazem parte.
Começo por falar daquilo que mais gostei.



Teatro: "Acamarrados", de Enda Walsh

Esta peça mostra-nos a vida de um pai e uma filha presos a uma cama suja. Cada um deles conta compulsivamente a sua história: o pai fala da ascensão e queda da sua empresa de móveis, com todos os pormenores, ajudado pela filha, enquanto que esta conta aquando de um passeio na praia, as histórias que a mãe lhe lia e as saudades que dela tem.

Ambos mostram a sua visão do mundo conjugada com luzes, até que as histórias se cruzam, neste momento e nesta cama, onde tudo é frenético, cruel e feio, mas onde talvez seja finalmente possível uma verdadeira conversa entre os dois, e talvez consigam então parar e dormir.

Em "Acamarrados", o pai construiu paredes e mais paredes dentro de casa, até a filha ficar numa caminha: erigiu paredes à volta e entrou, também ele, para a cama.

Esta história conjuga violentamente o dramático com o humor, terminando com um beijo de pai para filha, tão ternurento e sincero que faz chorar quem assiste.

"Acamarrados" esteve em cena no Teatro Municipal de Almada, com um excelente trabalho levado a bom-porto por: António Simão e Carla Galvão (actores); Tradução de Joana Frazão; Cenário e figurinos por Rita Lopes Alves; Luz: Pedro Domingos; Produção de António Simão e Pedro Carraca (assistente).



Passeio: Metro Sul do Tejo, entre o Laranjeiro e Cacilhas

Na passada semana iam quatro amigos num passeio de carro sem destino quando o mais magro dos quatro disse:

-"Porque não paras o carro e vamos de metro até Cacilhas?". Foi uma boa ideia, esta do Ricardo (que às vezes até tem boas ideias!).

Estacionei o carro e fomos directos à paragem onde comprámos o bilhete por apenas 0,85€ (válido por uma hora e recarregável nos cartões Lisboa Viva e Sete Colinas).

A viagem foi muito boa! Constatámos que o século XXI chegou a Almada e o conforto oferecido pelo metropolitano era apetecível.

Ao chegar a Cacilhas, demos uma volta até ao Ginjal e apreciamos a vista para a capital.

Num futuro próximo, antes de eu me reformar (espero!), o Metro Sul do Tejo chegará ao Seixal, tendo uma paragem mesmo junto à minha casa.
Mas enquanto isso não acontece, apenas podemos viajar entre Corroios e o concelho de Almada.