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domingo, 21 de abril de 2013

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O 25 de Abril de 1974



No trigésimo oitavo aniversário da Revolução dos Cravos, recordo as mais marcantes imagens do dia e da época, ao som da canção "E Depois do Adeus" de José Calvário e José Niza, interpretada pelo Paulo de Carvalho.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Abril: Viva a Liberdade!

Desde 1974 que Portugal vive em democracia e liberdade, que são postas em causa quase diariamente.

Os de ontem parece que se esqueceram dos ideais de Abril, os de hoje não estão muito interessados e os de amanhã? Que futuro teremos enquanto os nossos governantes se esquecerem de que há necessidades no povo e que o país não pode continuar a viver na farsa em que vive que unicamente serve para inglês ver!

Vamos lá respeitar e divulgar Abril, pois as portas que Abril abriu não se podem mais cerrar.

No concelho do Seixal destaco, nas comemorações da Revolução dos Cravos, um espectáculo onde se vão lembrar os poetas e os cantores de Abril, onde cantarei uma vez mais José Carlos Ary dos Santos.
Dia 23 - 21h30 - Salão da Sociedade Filarmónica Operária Amorense

Viva o 25 de Abril!

terça-feira, 21 de abril de 2009

35 Anos após a Revolução dos Cravos

Hoje estamos melhor que em 1974, embora continue a existir ditadura, disfarçada entre os alveolos da democracia.
Houve muitos ideais e muitas conquistas de Abril que se perderam, houve muitos sonhos que nunca se concretizaram. É mesmo assim! Qualquer revolução tem aspectos positivos e negativos.

Em 1926, após golpe militar, instituiu-se em Portugal a Ditadura Militar que durou até 1928, sendo chamada de Ditadura Nacional a partir da presidência de Óscar Carmona, que terminou em 1933 aquando a criação de uma nova Constituição, que originou o Estado Novo.
O Estado Novo era a continuação da ditadura já exitente, mas com mais e melhores regras e organizações, que foram coordenadas pelo primeiro-ministro (à época: presidente do conselho de ministros) Oliveira Salazar até à sua destituição em 1968, por incapacidade.
Salazar foi substituido por Marcello Caetano, mas nunca soube que tinha deixado de exercer funções até morrer em 1970: típico de um regime como o de então!
Quando Marcello Caetano chegou a primeiro-ministro, pensou-se que iria haver uma primavera no regime. Caetano foi para o exílio em 1974.
No Largo do Carmo, em Lisboa, as tropas fizeram cair o Estado Novo e deu-se início à 3ª República a 25 de Abril de 1974, após o golpe militar liderado por Salgueiro Maia a que se chamou Revolução dos Cravos, pois foi esta flor, que uma florista ofereceu aos militares para que não disparássem.

Três décadas e meia depois festejamos o 25 de Abril e é nosso dever transmitir e explicar ao próximo para que nunca se fechem as portas que Abril abriu!
Associação 25 de Abril: http://www.25abril.org/

terça-feira, 3 de março de 2009

Município de Abril ou Primavera Marcelista?

Lastimo a ignorância que os serviços da Câmara Municipal do Seixal têm pelos munícipes, que mostram tal e qual a vulgaridade dos portugueses.
Explicar isto é relativamente básico. Imagine-se que o grupo de indivíduos A constrói algo bom para o património e desenvolvimento público e que, depois de reparar que a construção é util e interessante, o grupo de indivíduos B apodera-se dos bens e, aqueles que não conhecem a situação, ainda pensam que foi o grupo B que a proporcionou.

Foi isto mesmo que aconteceu. A antiga Comissão de Moradores do Bairro das Cavaquinhas construíu, com o esforço de todos, o actual parque infantil (embora com brinquedos melhores dos que hoje por lá estão), construíu o jardim e fez duas placas para que ficássem para a posteridade no jardim. Uma diz "Parque infantil. O futuro é nosso.", uma frase que ficou célebre porque saíu da boca de uma menina chamada Rosarinho (que hoje tem a idade da minha mãe) e uma segunda placa memorial com um poema lindíssimo à Revolução dos Cravos.
A minha indignação surje com a seguinte questão: onde está a placa memorial com um poema alusivo ao 25 de Abril de 1974 que dois indivíduos, funcionários da CMS ou Junta da Arrentela retiraram no início deste ano do jardim das Cavaquinhas?
Acho engraçado certas coisas que acontecem neste Seixal, continuo a achar mais graça ainda que o Município de Abril despreze o seu património. A dita placa, da qual tenho fotografias desde miúdo, foi colocada pelos moradores, assim como um lago de peixes outrora existente nesse mesmo jardim (também retirado pela autarquia), tal como ao belíssimo jardim que deixou de ter flores para ser um relvado sem pompa nem circunstância ou também, como os brinquedos do parque infantil que foram oferecidos pela fábrica A. Silva & Silva, onde foram contruidos com o suor de moradores deste bairro, assim como a construção do próprio parque.
No pós 25 de Abril, também existiu um eléctrico que servia de biblioteca popular das Cavaquinhas.
Incrível! Tudo isto desapareceu: hoje não há lago de peixes, não há eléctrico, não há brinquedos decentes no parque (e os que lá estão até precisam de ser reparados) e, a cereja no topo do bolo foi a da retirada da placa memorial do 25 de Abril.
Vergonhoso! Não há respeito por ninguém. Modernidade não é sinónimo de ignorância nem do desprezo que o peixe-espada preto nos aufere!

Espero que a autarquia se lembre de olhar para este jardim e parque infantil cuja localização é mesmo de fronte da escola secundária onde existe mesas de voto aquando das eleições.

sábado, 29 de março de 2008

Interrogação Sem Resposta

Porque é que existem guerras? Porquê? Não servem de nada, só para separar famílias, pessoas e países.
Em Portugal, durante o Estado Novo, este criou uma guerra que, tal como as outras, não têm justificação pela existência. Esta guerra que tanta gente levou com ela, durou décadas, sendo conhecida por Guerra do Ultramar ou Guerra Colonial.

Portugal vivia mal, pedia água e pão em filas sem fim à vista, não tinha vias de comunicação, não tinha qualquer tipo de desenvolvimento, a não ser o movimento fascista que o Salazar impunha. Também nesse tempo, o país tinha os cofres cheios (como disse um amigo meu)! - É verdade! Mas para que nos servem os cofres cheios se o país está na maior das penúrias? Para quê? Os únicos que viviam menos mal eram os emigrantes nas colónias portuguesas em África, que após o 25 de Abril de 1974, tiveram que largar tudo e retornarem a Portugal, sendo que só a partir deste momento é que se aperceberam da miséria que existia por cá.

A música que melhor retrata a desnecessária Guerra do Ultramar, é a "Interrogação Sem Resposta" de Paco Bandeira e Sidónio Muralha, que foi escrita já na primavera marcelista, em 1971.



E todas as tardes e todas as manhãs
E todas as noites os homens morriam,
Choravam as mães, as mulheres, as irmãs,
Choravam os olhos que já os não viam.

E em todos os campos e em todos os mares,
E em todas as ruas e em todos os portos,
Nas cadeiras vazias de todos os lares
Perguntam os mortos porque foram mortos.

A que sol murcharam as promessas largas?
A neblina esconde a terra prometida.
Quem marcou a cinza tantas horas amargas,
Imenso quadrante do relógio da vida.

Palavras moldadas no barro do engano,
Promessas de tudo trocadas em nada.
Frases apagadas como apaga o oceano
Os passos dum homem na areia molhada.

Em todos os campos e em todos os mares,
E em todas as ruas e em todos os portos,
Nas cadeiras vazias de todos os lares
Perguntam os mortos porque foram mortos.

E nós que sabemos a verdade e a sentimos
Para lá das falas, das razões, dos motivos,
Provemos aos mortos que não os traímos,
Devolvendo aos vivos a terra dos vivos,
Devolvendo aos vivos a terra dos vivos!