sábado, 12 de janeiro de 2013
Sabia que...
...O Mosteiro dos Jerónimos ou de Santa Maria de Belém (SMB) teve quintas e outras propriedades no concelho do Seixal?
Aqui foram localizados vários marcos de divisão de propriedade com as iniciais SMB.
Efetivamente, os frades Jerónimos chegaram a ser proprietários da Quinta da Atalaia, (onde hoje se realiza a festa do Avante), da Quinta da Palmeira (onde hoje está a Siderurgia Nacional), da Quinta de Fernão Ferro e do Pinhal de Frades, que aliás deve o seu nome a esse facto.
Os frades Jerónimos ou de Santa Maria de Belém também tiveram marinhas de sal na zona ribeirinha da Aldeia de Paio Pires.
Em 1834, por extinção das ordens religiosas, todas estas propriedades foram vendidas em hasta pública e compradas por particulares.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
La Japonaise (1987)
Intérpretes: Freddie Mercury & Monserrat Caballé;
Gravado a 9 de novembro de 1987 e incluído no álbum "Barcelona" de 1992.
domingo, 2 de dezembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
Uma Noite em Casa de Amália
Elenco:
Amália | Vanessa Silva
Vinicius de Moraes | Marcos de Góis
David Mourão-Ferreira | Nuno Guerreiro
Alain Oulman | Hugo Rendas
Natália Correia | Paula Fonseca
Ary dos Santos | Ricardo Castro
Maluda | Cláudia Soares
Militar | Rui Andrade
Casimira | Rosa Areia
Hugo Ribeiro | Pedro Martinho
Encenação: Filipe La Féria
Teatro Politeama
Rua Portas de Santo Antão - Lisboa
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
Ao Meu Amigo
Quero
ser o teu amigo.
Nem
demais e nem de menos.
Nem
tão longe e nem tão perto.
Na
medida mais precisa que eu puder.
Mas
amar-te sem medida e ficar na tua vida, da maneira mais discreta que eu souber.
Sem
tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem
forçar tua vontade.
Sem
falar, quando for hora de calar.
E
sem calar, quando for hora de falar.
Nem
ausente, nem presente por demais.
Simplesmente,
calmamente, ser-te paz.
É
bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E
por isso eu te suplico paciência. Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
A Muleta do Seixal
A Muleta do Seixal ou Muleta de Tartaranha é uma das mais invulgares embarcações portuguesas, caída em desuso em finais do século XIX. Os seus portos de armamento eram o Seixal e o Barreiro, onde figura como o elemento principal no brasão destas duas cidades.
Embarcação de pesca de arrasto à vela, aparelhava uma arte de rede de arrasto pelo fundo em forma de saco, chamada arte de tartaranha. A sua zona de actuação limitava-se aos estuários do Tejo e do Sado e à plataforma continental entre os Cabo da Roca e Cabo Espichel. Pescava principalmente peixe areado (azevia, linguado e solha).
Considerada durante muito tempo como uma embarcação de tipo romano (ou mesmo mais antiga), a moderna investigação situa-a em Portugal numa data muito mais recente (sécs. XVI-XVII). A muleta de tartaranha foi substituída nos finais do século XIX pelo bote de tartaranha, embarcação tradicional do tipo dos barcos do Tejo, que desenvolveu a sua actividade até finais da Segunda Guerra Mundial.
Um dos aspectos mais característicos da muleta e do bote de tartarenha é o aspecto vélico, constituido por um conjunto grande de velas armadas a vante e a ré, triangulares e retangulares.
Encontra-se presente no brasão da Cidade do Seixal.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Festas Populares de São Pedro em 2009
Recordação das Festas Populares de São Pedro - Seixal 2009.
Animação de rua pelo grupo DivértiSeixal.
domingo, 13 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
O 25 de Abril de 1974
No trigésimo oitavo aniversário da Revolução dos Cravos, recordo as mais marcantes imagens do dia e da época, ao som da canção "E Depois do Adeus" de José Calvário e José Niza, interpretada pelo Paulo de Carvalho.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Não Há Mal Que Nunca Acabe
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Demasiado
Hoje lembrei-me de uma das músicas que mais marcou a minha adolescência.
O grupo era as famosas Spice Girls e a música chamava-se Too Much.
Este clip de vídeo tem pequenos trechos do filme que as Spice Girls tiveram durante meses em cena nos cinemas.
Talvez por ouvir 'demasiado', ainda hoje a tenho na memória.
O grupo era as famosas Spice Girls e a música chamava-se Too Much.
Este clip de vídeo tem pequenos trechos do filme que as Spice Girls tiveram durante meses em cena nos cinemas.
Talvez por ouvir 'demasiado', ainda hoje a tenho na memória.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Fado Moliceiro
Na continuação do disco "Um Homem na Cidade", Carlos do Carmo e Ary dos Santos juntaram-se a vários músicos e criaram "Um Homem no País".
Deste último, recordo o Fado Moliceiro, que tão bem retrata a região de Aveiro, onde nasceu a minha avó na cidade da Murtosa, em 1930.
A partir de hoje o disco "Um Homem no País" está disponível na barra do lado direito deste blogue, com todas as músicas que tão bem retratam cada região.
Fado Moliceiro
Letra: José Carlos Ary dos Santos
Música: Carlos Paredes
Silêncio que se vai cantar a ria...
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Calçada de Carriche
Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada;
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,

sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada;
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Rómulo de Carvalho, vulgo António Gedeão
in Poesias Completas (1956-1967)
in Poesias Completas (1956-1967)
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