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segunda-feira, 3 de maio de 2010

O Conservatório e o Bairro Alto

A Escola de Música do Conservatório Nacional é uma das escolas que compõem o Conservatório Nacional de Lisboa (a outra é a Escola Superior de Teatro e Cinema).

A criação de um conservatório para o ensino da música em Lisboa é fortemente devida ao compositor português João Domingos Bomtempo (1775-1842), que era igualmente um pedagogo de reconhecido mérito. Quando regressou a Portugal (1834), Bomtempo pôs em prática a reforma do ensino musical em Portugal, com base nos contactos que foi fazendo no estrangeiro e com a observação das respectivas reformas de ensino musical, tanto em França como na Inglaterra.

O projecto inicial surgido aquando da criação de um Conservatório de Música seguia o modelo da escola de música parisiense. Em 5 de Maio de 1835, Dona Maria II deu o seu aval para a construção do conservatório no edifício onde outrora funcionou o Convento dos Caetanos, sendo anexo à Casa Pia e dirigido por Bomtempo.

A sua localização:

O Bairro Alto, outrora conhecido como Vila Nova dos Andrades, é uma zona típica de Lisboa de ruas estreitas e empedradas adjacentes às zonas do Carmo e do Chiado, com casas seculares e pequeno comércio tradicional. Construído mais ou menos em plano ortogonal em finais do século XVI, o Bairro Alto é um dos mais pitorescos da cidade, sendo delimitado a oeste pela Rua do Século, a este pela Rua da Misericórdia, a norte pela Rua Dom Pedro V e a sul pela Rua do Loreto e Largo do Calhariz. O Bairro Alto divide-se pelas freguesias da Encarnação (a nascente) e Santa Catarina (a poente).

Durante o Século XIX e até ao terceiro quartel do Século XX, o bairro abrigava as sedes dos principais jornais e tipografias do país. Ainda hoje é possível encontrar ecos desse tempo em nomes de ruas como a Rua Diário de Notícias ou a Rua do Século. Este bairro, um dos mais intelectuais da capital, frequentado e habitado por jornalistas, escritores e estudantes, a um passo do Chiado, era também lugar de tascas de marinheiros, de lugares de má fama e de prostituição. Vitorino Nemésio faz alusões a este ambiente no romance Mau Tempo no Canal.

Rua da Rosa (principal artéria do Bairro Alto)

O edifício onde nasceu o Diário de Notícias foi mais tarde ocupado por A Capital (diário extinto em 2005), sendo hoje mais conhecido por «Edifício A Capital». Foi neste prédio que a companhia de teatro Artistas Unidos esteve sediada durante muito tempo. A companhia abandonou o espaço há alguns anos, uma vez que a Câmara Municipal vai proceder a obras de reabilitação.

Desde os anos 80 do século passado que é a zona mais conhecida da noite alfacinha, com inúmeros bares e restaurantes a par das casas de fado, local onde se situavam também quase todos os órgãos de imprensa de distribuição nacional. Nos últimos 20 anos adquiriu uma vida muito própria e característica, onde se cruzam diferentes gerações na procura de divertimento nocturno.

sábado, 15 de março de 2008

Recordações

Começei a aprender música em Novembro de 1999 com a Cláudia Cunha e, ao fim de seis meses, passei para Trompete, tendo como monitor o Marco Rosa.
Corria o ano de 2000 e o I Encontro de Bandas de Música do Seixal era a "menina dos olhos" da União Seixalense. A primeira vez que saí para a rua com a banda foi precisamente neste encontro de bandas, onde desfilámos pelas ruas da cidade juntamente com a Banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete e a Banda da Arrentela.
Estava radiante com a farda que vestia e, apesar de estar o tempo chuvoso, adorei usar o boné da farda.
Por ironia do destino, hoje também faço parte da Banda de Alcochete, dirigida pelo António Menino.
As marchas que a União tocou nesse dia foram: "Vinho do Porto"e"José Macedo" de Ilídio Costa e "El Barbaña" de Emílio Cebrian Ruíz. Em concerto tocou "La Gazza Ladra", "Guilherme Tell", "Ares de Espanha", entre outras de que não me recordo.
Hoje sinto saudades da banda desses tempos, do espírito de equipa, da família e de algumas caras que desapareceram do corpo de banda, matendo-se algumas na colectividade. Posso sempre recordar aqueles que faziam parte da banda quando entrei e que hoje já não o fazem: Dulce Cunha, Sofia Oliveira, Artemisa Silva, Vânia Alagoa, Maria João Moutela, Patrícia Silva, Daniel Trindade, Rui Constâncio, Sérgio Charrua, Cláudia Cunha, André Marques, Diogo Foles, Riso, Carlos Lopes, Hugo e Nuno Gaito, Fernando e António Rodrigues e o saudoso porta-estandarte José Rosa Antunes (o Zé Faji).
Aqui recordo o primeiro dia que fui músico, porque o que é bom, é para ser lembrado!
Na imagem: Eu e a Dulce na Travessa dos Lusíadas, Seixal.