sábado, 3 de novembro de 2012
Uma Noite em Casa de Amália
Elenco:
Amália | Vanessa Silva
Vinicius de Moraes | Marcos de Góis
David Mourão-Ferreira | Nuno Guerreiro
Alain Oulman | Hugo Rendas
Natália Correia | Paula Fonseca
Ary dos Santos | Ricardo Castro
Maluda | Cláudia Soares
Militar | Rui Andrade
Casimira | Rosa Areia
Hugo Ribeiro | Pedro Martinho
Encenação: Filipe La Féria
Teatro Politeama
Rua Portas de Santo Antão - Lisboa
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
Ao Meu Amigo
Quero
ser o teu amigo.
Nem
demais e nem de menos.
Nem
tão longe e nem tão perto.
Na
medida mais precisa que eu puder.
Mas
amar-te sem medida e ficar na tua vida, da maneira mais discreta que eu souber.
Sem
tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem
forçar tua vontade.
Sem
falar, quando for hora de calar.
E
sem calar, quando for hora de falar.
Nem
ausente, nem presente por demais.
Simplesmente,
calmamente, ser-te paz.
É
bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E
por isso eu te suplico paciência. Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
A Muleta do Seixal
A Muleta do Seixal ou Muleta de Tartaranha é uma das mais invulgares embarcações portuguesas, caída em desuso em finais do século XIX. Os seus portos de armamento eram o Seixal e o Barreiro, onde figura como o elemento principal no brasão destas duas cidades.
Embarcação de pesca de arrasto à vela, aparelhava uma arte de rede de arrasto pelo fundo em forma de saco, chamada arte de tartaranha. A sua zona de actuação limitava-se aos estuários do Tejo e do Sado e à plataforma continental entre os Cabo da Roca e Cabo Espichel. Pescava principalmente peixe areado (azevia, linguado e solha).
Considerada durante muito tempo como uma embarcação de tipo romano (ou mesmo mais antiga), a moderna investigação situa-a em Portugal numa data muito mais recente (sécs. XVI-XVII). A muleta de tartaranha foi substituída nos finais do século XIX pelo bote de tartaranha, embarcação tradicional do tipo dos barcos do Tejo, que desenvolveu a sua actividade até finais da Segunda Guerra Mundial.
Um dos aspectos mais característicos da muleta e do bote de tartarenha é o aspecto vélico, constituido por um conjunto grande de velas armadas a vante e a ré, triangulares e retangulares.
Encontra-se presente no brasão da Cidade do Seixal.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Festas Populares de São Pedro em 2009
Recordação das Festas Populares de São Pedro - Seixal 2009.
Animação de rua pelo grupo DivértiSeixal.
domingo, 13 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
O 25 de Abril de 1974
No trigésimo oitavo aniversário da Revolução dos Cravos, recordo as mais marcantes imagens do dia e da época, ao som da canção "E Depois do Adeus" de José Calvário e José Niza, interpretada pelo Paulo de Carvalho.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Não Há Mal Que Nunca Acabe
Isto está um Deus nos valhaVamos todos comer palha
Do modo que as coisas estão
A malta está tão à rasca
Que só vai comer à tasca
Sandes de cascas sem pão
in "Agarra Que É Honesto", 2009
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Demasiado
Hoje lembrei-me de uma das músicas que mais marcou a minha adolescência.
O grupo era as famosas Spice Girls e a música chamava-se Too Much.
Este clip de vídeo tem pequenos trechos do filme que as Spice Girls tiveram durante meses em cena nos cinemas.
Talvez por ouvir 'demasiado', ainda hoje a tenho na memória.
O grupo era as famosas Spice Girls e a música chamava-se Too Much.
Este clip de vídeo tem pequenos trechos do filme que as Spice Girls tiveram durante meses em cena nos cinemas.
Talvez por ouvir 'demasiado', ainda hoje a tenho na memória.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Fado Moliceiro
Na continuação do disco "Um Homem na Cidade", Carlos do Carmo e Ary dos Santos juntaram-se a vários músicos e criaram "Um Homem no País".
Deste último, recordo o Fado Moliceiro, que tão bem retrata a região de Aveiro, onde nasceu a minha avó na cidade da Murtosa, em 1930.
A partir de hoje o disco "Um Homem no País" está disponível na barra do lado direito deste blogue, com todas as músicas que tão bem retratam cada região.
Fado Moliceiro
Letra: José Carlos Ary dos Santos
Música: Carlos Paredes
Silêncio que se vai cantar a ria...
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Calçada de Carriche
Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada;
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,

sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada;
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Rómulo de Carvalho, vulgo António Gedeão
in Poesias Completas (1956-1967)
in Poesias Completas (1956-1967)
sábado, 21 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
A Música Ficou Mais Pobre
Partiu hoje o maestro, compositor e cantor Pedro Osório, ficando o panorama musical português mais pobre.
Neste vídeo recordo uma das participações dele no Festival RTP da Canção.
Até Sempre.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Próspero Ano Novo
Nos dias que correm, temos de nos esforçar para pagar quase tudo, sob justificação duma crise inventada por quem menos a sente.Às vezes penso na ironia de certa gente que diz que "temos de ajudar o próximo"!
Só espero que 2012 seja mais justo para todos, pois neste cantinho à beira-mar plantado ainda há esperança... E sempre me disseram que a esperança é a última a morrer.
Feliz 2012!
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2012
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Condução Defensiva
Porque mais vale prevenir do que remediar, conduza sempre com segurança e, se for peão, não facilite.
Afinal, mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto!
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