quarta-feira, 27 de junho de 2012
Festas Populares de São Pedro em 2009
domingo, 13 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
O 25 de Abril de 1974
No trigésimo oitavo aniversário da Revolução dos Cravos, recordo as mais marcantes imagens do dia e da época, ao som da canção "E Depois do Adeus" de José Calvário e José Niza, interpretada pelo Paulo de Carvalho.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Não Há Mal Que Nunca Acabe
Isto está um Deus nos valhaVamos todos comer palha
Do modo que as coisas estão
A malta está tão à rasca
Que só vai comer à tasca
Sandes de cascas sem pão
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Demasiado
O grupo era as famosas Spice Girls e a música chamava-se Too Much.
Este clip de vídeo tem pequenos trechos do filme que as Spice Girls tiveram durante meses em cena nos cinemas.
Talvez por ouvir 'demasiado', ainda hoje a tenho na memória.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Fado Moliceiro
Na continuação do disco "Um Homem na Cidade", Carlos do Carmo e Ary dos Santos juntaram-se a vários músicos e criaram "Um Homem no País".
Deste último, recordo o Fado Moliceiro, que tão bem retrata a região de Aveiro, onde nasceu a minha avó na cidade da Murtosa, em 1930.
A partir de hoje o disco "Um Homem no País" está disponível na barra do lado direito deste blogue, com todas as músicas que tão bem retratam cada região.
Fado Moliceiro
Letra: José Carlos Ary dos Santos
Música: Carlos Paredes
Silêncio que se vai cantar a ria...
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Calçada de Carriche
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,

sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada;
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
in Poesias Completas (1956-1967)
sábado, 21 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
A Música Ficou Mais Pobre
Partiu hoje o maestro, compositor e cantor Pedro Osório, ficando o panorama musical português mais pobre.
Neste vídeo recordo uma das participações dele no Festival RTP da Canção.
Até Sempre.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Próspero Ano Novo
Nos dias que correm, temos de nos esforçar para pagar quase tudo, sob justificação duma crise inventada por quem menos a sente.Às vezes penso na ironia de certa gente que diz que "temos de ajudar o próximo"!
Só espero que 2012 seja mais justo para todos, pois neste cantinho à beira-mar plantado ainda há esperança... E sempre me disseram que a esperança é a última a morrer.
Feliz 2012!
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Condução Defensiva
Porque mais vale prevenir do que remediar, conduza sempre com segurança e, se for peão, não facilite.
Afinal, mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
O Fado
FADO PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE
Está o fado, em pandemónio,

Elevado a património,
Estatuto que nos é terno...
Mas temos que ter cuidado:
Que não vá vender, do fado,
Seu património, o governo!?
Como o país está à rasca
E nossa sorte é atípica...
Vão colectar cada tasca
E toda casa que é típica!!!
Se isso acontecer, sabemos
Vai dar grande sururú
E o governo corremos
Com um biqueiro no Cú!!!
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Cheira a Aldeia de Paio Pires
A escola tem cheirinho a outono
Das árvores, as folhas vão caindo
O verde dá lugar ao castanho
E todos vão para a escola sorrindo
Sabem que o fogareiro já fumega
E a seu lado está uma saca de castanhas
A partilha faz o gosto do colega
Salta a castanha, vamos ver quem a apanha
Refrão
Uma castanha a saltar na braseira
Cheira bem, é da Aldeia
Tiro a casca e ela sai toda inteira
Cheira bem, é da Aldeia
Está quentinha, faz bem o meu gosto
Saborosa põe-me bem-disposto
A castanha está na minha ideia
Vamos às castanhas aqui na Aldeia

Música: César de Oliveira
Agradecimento especial aos colegas docentes pela ajuda vocal.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Lisboa, 1 de Novembro de 1755
Atingiu várias localidades, sendo Lisboa, Almada, Seixal e Vila Real de Santo António as mais atingidas. Hoje, ainda se festejam milagres acontecidos nesse dia, realizando-se procissões em Arrentela (Seixal) e em Cacilhas (Almada).
Imagem: Lisboa após o terramoto de 1755.
Foi um dos sismos mais mortíferos da história mundial, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu a magnitude 9 na Escala de Richter.
O terramoto de Lisboa teve um enorme impacto político e sócio-económico na sociedade portuguesa do século XVIII, dando origem aos primeiros estudos científicos do efeito de um sismo numa área alargada, marcando assim o nascimento da moderna sismologia.
Lisboa foi, a par de Vila Real de Santo António, reconstruida sob alçada de Sebastião José de Carvalho e Melo - Marquês de Pombal, com uma inovadora gaiola pombalina a suster os edifícios e com o lema "enterrar os mortos e cuidar dos vivos".
No ano seguinte, no dia do primeiro aniversário do terramoto e devido à fome e pobreza, iniciou-se uma tradição hoje esquecida: o pão por Deus, onde as crianças pediam comida às portas em troca de uns versos ou duma cantiga.
Imagem: Gaiola Pombalina idealizada pelo Marquês de Pombal e que se encontra no interior das paredes dos edifícios da baixa da capital.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
A República
Viva a república! Viva Portugal!
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O Fado é Fixe
Vasco Rafael canta O Fado é Fixe da autoria do Carlos Paião, com um pouco de humor à mistura...
Saudades para ambos, que nos deixaram cedo demais.
domingo, 7 de agosto de 2011
Mafalda Arnauth - Saudades da Júlia Mendes
Hoje destaco a Mafalda Arnauth, que tem uma forma muito querida de interpretar aquilo que canta. Saudades da Júlia Mendes é o tema deste vídeo dedicado à minha mãe que hoje festeja o seu quadragésimo-sexto aniversário pois, apesar de não se chamar Júlia, no nome dela apenas se alteram as consoantes.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Porque a verdade tem de ser lembrada...
José Carlos Ary dos Santos declama "Muitos Homens na Prisão"





