segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

5º Aniversário do meu Blogue

Há precisamente 5 anos, escrevi a primeira mensagem neste blogue, falando então na beleza natural que a Baía do Seixal tem.
Na ocasião em que criei este blogue, a função era exclusivamente a divilgação da história e dos valores do Seixal.
Hoje a informação, história e divulgação cultural da região estão no primeiro plano dos temas do blogue.
Obrigado àqueles que ajudam, criticam, lêem e divulgam o blogue do Mário Barradas.

Feliz Ano Novo!

Que o díficil novo ano de 2011 seja um ano de esperança para todos aqueles que foram submergidos pela crise económica que abala o mundo.
Para aqueles que pensam que o mundo acaba em 2012 podem ter uma certeza: o mundo um dia acaba, mas em 2012 só termina para os que morrem!
Para aqueles que acreditam em milagres, deixo-vos a eterna Amália Rodrigues a cantar um fado sobre Lisboa - cidade onde nasci há 25 anos.
Feliz 2011!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Natal Contemporâneo

Porque os tempos mudam e nós temos que nos adaptar à evolução.
Feliz Natal!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

1º de Dezembro de 1640

Foi há 370 anos que, após uma revolução, o reino de Portugal reconquista a sua independência, retirada sessenta anos antes por Castela.
Dom João, duque de Bragança funda a Dinastia tornando-se João IV, rei de Portugal.
Este feriado nacional é celebrado todos os anos em todo o país, tendo maior incidência na capital, onde os festejos decorrem na Praça dos Restauradores.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A Cristina de Castro Deixará Saudade

Partiu!
Após duas quedas distanciadas por dois meses, a cantora lírica Cristina de Castro sucumbiu a uma paragem cardio-respiratória no Hospital Dr. Egas Moniz, onde se encontrava há três semanas.
Ontem, numa tarde triste, desloquei-me pela última vez até à minha professora de canto e, acima de tudo, amiga, que se encontrava na capela mortuária do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.
Cheguei à porta e estava o Luís Represas a conversar com João Gil e o Paulo de Carvalho, que me indicou onde estava a nossa professora. O calor era insuportável devido à quantidade de gente que se dirigiu, tal como eu, a Belém para lhe prestar uma última homenagem.
Um salva de palmas acompanhou-a à saída da capela para se dirigir até aos Olivais, onde foi cremada.
O quadro - sim, aquele quadro com a montagem das suas fotografias, que estava na sala - acompanhou-a.
Ficará na memória o seu modo italiano de atender o telefone: - "Pronto!" (só a Cristina o dizia). Ficará também algumas histórias e curiosidades que me contou como o facto de eu ter o nome do seu pai.

Será sempre bom lembrar que Cristina de Castro foi uma das melhores sopranos portuguesas, cantou com Maria Callas no Teatro de São Carlos, em Lisboa e ganhou o prémio de melhor cantora estrangeira em Liverpool - Inglaterra.

Até qualquer dia Cristina!


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Viva a República?

No 100º aniversário da implantação do regime republicano em Portugal, vale a pena fazer algumas questões que, por vezes, até parecem esquecidas pelos portugueses:
  • Vale a pena festejar a implantação da república, quando noutros anos ninguém se lembra qual a razão do feriado que está marcado no calendário a 5 de Outubro?
  • Para quê festejar a república se não se sabe o que aconteceu nesse dia?
  • De que serviu a extinção da monarquia e a implantação da república?
  • Será que a república trouxe a liberdade, igualdade e fraternidade que anunciou?
  • Os portugueses têm noção de que a maior parte destes cem anos de república foram passados numa espécie de anarquia ou em ditadura?
Enfim, acima de tudo que viva a república e que, com o esforço de todos, continuemos em busca da liberdade, igualdade e fraternidade que ainda não achámos!


sábado, 25 de setembro de 2010

Os Marretas lembram os Queen

Porque há vídeos que valem mais que muitas palavras...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Villa Nova

Villa Nova de saudade
Uma madrugada de simpatia
Que pela sua amizade
Enche o coração de alegria

Um caroço de tristeza
Numa coifa fechada ao vento
Empurra um olhar profundo
Ao mundo do teu lamento

Por onde tu passaste?
Por quem quiseste falar?
Foi pela porta do tempo
Que está virada para o mar
E quantas vezes pensaste
Olhando o horizonte baixinho
Os amigos que encontraste
São como uma flor de verde pinho

Villa Nova de saudade
A olhar a foz do Tejo
E traz mais voz à cidade
Desenhada num azulejo

Poema dedicado a Olga Villa Nova, fadista do Seixal

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A Asfixia

O Seixal morre lentamente, como se fosse um ser vivo ao qual lhe tiramos o oxigénio, vendo-o apagar-se, sem dizer sequer uma palavra.
Hoje passeei pelo centro histórico e envolvia-me um silêncio interrompido pelo som das gaivotas e do vento. A meio da Rua Paiva Coelho olhei para trás e vi uma rua vazia, despida de gente, de carros e de cor.
Os comerciantes estavam à porta:
- "Olá Mário, como estás?" dizia-me uma comerciante,
- "Estou melhor "- respondia - "mas vocês não têm ninguém!" - disse. Ela encolheu os ombros com uma cara triste, como se o Seixal fosse o fim do mundo, que o é!
A asfixia que no dia 13 de Setembro envolveu o Seixal, trouxe também desertificação e angústia àqueles que sobrevivem do comércio e daqueles que, como eu, gostam do Seixal.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Verão com Animação!

As festas populares da península de Setúbal deste ano mereceram da minha parte uma atenção especial, pois quem tem boca vai a Roma e, no meu caso, quem tem carro vai à feira!
Resolvi visitar algumas das muitas feiras cuja época começa com o Santo António (12 de Junho) e termina com as Festas da Moita (12 de Setembro) inclusivé.
Comecei pelas Festas Populares de São Pedro do Seixal e do Montijo que acontecem em torno no 29 de Junho. Foram interessantes por razões distíntas: o programa de espectáculos no Seixal e o arraial e largadas no Montijo que encheram o olho e animaram gregos e troianos.
Apenas um apontamento negativo ao arraial do Seixal que, para além de lembrar o Natal, estava demasiadamente pobre e triste em oposição ao do Montijo, que era uma arraial à moda antiga.
Seguiu-se a Barreiro, Aldeia de Paio Pires, Amora e Corroios das que visitei. Nunca vi tanta gente em Corroios como no dia de fecho da festa que tinha como cabeça de cartaz Quim Barreiros.
Com muita pena minha, este ano não visitei as Festas do Barrete Verde e das Salinas em Alcochete, Feira de Santiago em Setúbal, nem as festas da Moita do Ribatejo.
No início do mês de Setembro, mesmo antes da Festa do Avante! visitei as Festas das Vindimas em Palmela, uma das mais bonitas de todas, não só pelo acolhimento que os palmelões nos dão, mas também pela beleza da festa, que ocupava todas as ruas da vila, continha um arraial exemplar e, acima de tudo, tinha gente: os que são da terra e os que visitam.
Terminei na Festa do Avante! que trouxe milhares ao Seixal e que, como sempre, tem um programa cultural exemplar sendo o maior e melhor festival da música portuguesa de todos os géneros.
Visite a península de Setúbal e verá que não se arrepende e ainda se diverte!




quarta-feira, 1 de setembro de 2010

E Depois do Adeus

Eis uma canção, das mais belas que a Eurovisão viu concorrer, cheia de amor nas palavras e de formosura na música que acompanha o poema.
Acima de tudo, Paulo de Carvalho cantou uma canção de amor, que brilhou e que lhe deu notoriedade no último Festival da Canção da época do Estado Novo.
Um mês depois rebenta uma revolução em Lisboa que viria trazer a democracia ao cinzento país: o 25 de Abril de 1974, cuja canção serviu de senha para que as tropas iniciassem o caminho para a liberdade.
A música é do saudoso maestro José Calvário e a letra de José Niza.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Aos Meus Amigos

Nem um poema nem um verso nem um canto
tudo raso de ausência tudo liso de espanto
e nem Camões, Virgílio, Shelley, Dante
o meu amigo está longe e a distância é bastante.

Nem um som nem um grito nem um ai
tudo calado todos sem mãe nem pai
Ah não Camões, Virgílio, Shelley, Dante!
o meu amigo está longe e a tristeza é bastante
.

Nada a não ser este silêncio tenso
que faz do amor sozinho o amor imenso.
Calai Camões, Virgílio, Shelley, Dante:
o meu amigo está longe e a saudade é bastante!

Poema de José Carlos Ary dos Santos
Triptico de Joana Benavente Perdigão:
André, Catarina, Ricardo, Joana e Mário

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Uma Aventura no Cabo Espichel

Ontem, um domingo de temperatura amena levou-nos até ao Cabo Espichel, onde percorremos vários pontos de interesse, sempre a pé, pois faz bem e diverte!
Eu, o André e o Ricardo visitámos o Santuário, as falésias, o farol, os edifícios abandonados da Marinha Portuguesa e a Pedra da Mua (com as respectivas pegadas de dinossáurios).

Grande parte da paisagem é ocupada por aquele que junta todos separando: o mar.

Convido-vos a ir e, os que já conhecem, a voltar e, porque não, a viver uma aventura, como se de personagens de animação fossemos...

sábado, 10 de julho de 2010

As Marchas Populares do Seixal

No Seixal, as Marchas Populares de São Pedro não têm concurso para se atribuir prémios, tal como acontece em Lisboa ou Almada.
Como tal, resolvi atribuir a minha opinião, como se de um concurso se tratasse.

Marchas Populares do Seixal 2010

Melhor Desfile na Rua Paiva Coelho: EB1 Quinta do Conde de Portalegre;
Cenografia: EB1 de Arrentela;
Musicalidade: EB1 do Bairro Novo;
Letra: EB1 de Arrentela;
Coreografia: Sociedade União Seixalense
Figurino: EB1 do Alto do Moinho; Marcha das Associações de Reformados do Seixal
Melhor Composição Original: Sociedade Timbre Seixalense

Nota: As marchas foram avaliadas com base nos parâmetros das Marchas Populares de Lisboa, sendo observadas nos dias em que foram apresentadas.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Precipício

Há dias em que acordamos e pensamos: " Por que carga d'água fulano fez isto ontem?" ou "Por que é que ele disse aquilo?".
Estas questões surgem quando temos a cabeça cheia de situações menos agradáveis daqueles que nos rodeiam. Surgem porque sim, porque às vezes estamos à beira do precipício e só nos apetece dar um paço em frente.
Há amigos que são muito especiais e que, em certas fazes da vida, só andam às turras e às discussões uns com os outros. Isto já me aconteceu! Isto acontece-me.
Depois é óbvio que acordamos a pensar: " Por que carga d'água fulano fez isto ontem?" ou "Por que é que ele disse aquilo?".
Enfim, tudo passa...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Festas Populares de São Pedro - Seixal 2010

Tradicionalmente dedicadas ao padroeiro dos pescadores, como forma de agradecimento pela protecção em mar, as Festas Populares de S. Pedro continuam a privilegiar essa homenagem, com um conjunto de celebrações religiosas e outros costumes que resistiram ao passar dos tempos, iniciando deste modo as festas de Verão no concelho.
De 24 de Junho a 4 de Julho, a música, as marchas populares, o artesanato e a animação de rua voltam a marcar presença nos festejos.

Aqui destaco os eventos musicais:
⇒ Dia 25 de Junho (sexta) às 21 horas
• Marchas Populares das Escolas da Rede Pública - Palco 1
⇒ Dia 26 de Junho (sábado) às 22 horas
• Actuação de Vozes do Fado - Palco 1
• Banda da Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense - Palco 2
⇒ Dia 27 de Junho (domingo) às 22 horas
• Banza - Palco 1
• DivértiSeixal (animação de rua) - Rua Paiva Coelho e Mostra de Artesanato
⇒ Dia 28 de Junho (segunda) às 22 horas
• Quim Barreiros - Palco 1
• Marchas e Baile Popular - Palco 2
⇒ Dia 29 de Junho (terça) às 22 horas
• Oque'Strada - Palco 1
• Sarau de Dança do Clube de Campismo Luz e Vida - Palco 2
⇒ Dia 30 de Junho (quarta) às 22 horas
• Noite de Fado Amador - Palco 2
⇒ Dia 1 de Julho (quinta) às 22 horas
• Dixit - Palco 1
⇒ Dia 2 de Julho (sexta) às 22 horas
• Jorge Palma - Palco 1
• Kid Machine - Palco 2
⇒ Dia 3 de Julho (sábado) às 22 horas
• Quadrilha - Palco 1
• Banda Filarmónica da Sociedade Filarmónica União Seixalense - Palco 2
⇒ Dia 4 de Julho (domingo) às 22 horas
• Marchas Populares - Palcos 1 e 2

Palco 1 - Praça Primeiro de Maio / Palco 2 - Largo da Igreja

terça-feira, 8 de junho de 2010

Silêncio e Tanta Gente

Relembro Maria Guinot com a mais bela balada presente no Festival Eurovisão da Canção em 1984.
"Silêncio e Tanta Gente" foi composta, escrita e interpretada por Maria Guinot e teve a direcção de orquestra a cargo do maestro Pedro Osório.

Curiosidade: Quem acompanha Maria Guinot é Dulce Pontes, que mais tarde ganharia o mesmo Festival da Canção. A apresentadora é Manuela Moura Guedes que, neste tempo, era conhecida por Manuela Matos.


segunda-feira, 3 de maio de 2010

O Conservatório e o Bairro Alto

A Escola de Música do Conservatório Nacional é uma das escolas que compõem o Conservatório Nacional de Lisboa (a outra é a Escola Superior de Teatro e Cinema).

A criação de um conservatório para o ensino da música em Lisboa é fortemente devida ao compositor português João Domingos Bomtempo (1775-1842), que era igualmente um pedagogo de reconhecido mérito. Quando regressou a Portugal (1834), Bomtempo pôs em prática a reforma do ensino musical em Portugal, com base nos contactos que foi fazendo no estrangeiro e com a observação das respectivas reformas de ensino musical, tanto em França como na Inglaterra.

O projecto inicial surgido aquando da criação de um Conservatório de Música seguia o modelo da escola de música parisiense. Em 5 de Maio de 1835, Dona Maria II deu o seu aval para a construção do conservatório no edifício onde outrora funcionou o Convento dos Caetanos, sendo anexo à Casa Pia e dirigido por Bomtempo.

A sua localização:

O Bairro Alto, outrora conhecido como Vila Nova dos Andrades, é uma zona típica de Lisboa de ruas estreitas e empedradas adjacentes às zonas do Carmo e do Chiado, com casas seculares e pequeno comércio tradicional. Construído mais ou menos em plano ortogonal em finais do século XVI, o Bairro Alto é um dos mais pitorescos da cidade, sendo delimitado a oeste pela Rua do Século, a este pela Rua da Misericórdia, a norte pela Rua Dom Pedro V e a sul pela Rua do Loreto e Largo do Calhariz. O Bairro Alto divide-se pelas freguesias da Encarnação (a nascente) e Santa Catarina (a poente).

Durante o Século XIX e até ao terceiro quartel do Século XX, o bairro abrigava as sedes dos principais jornais e tipografias do país. Ainda hoje é possível encontrar ecos desse tempo em nomes de ruas como a Rua Diário de Notícias ou a Rua do Século. Este bairro, um dos mais intelectuais da capital, frequentado e habitado por jornalistas, escritores e estudantes, a um passo do Chiado, era também lugar de tascas de marinheiros, de lugares de má fama e de prostituição. Vitorino Nemésio faz alusões a este ambiente no romance Mau Tempo no Canal.

Rua da Rosa (principal artéria do Bairro Alto)

O edifício onde nasceu o Diário de Notícias foi mais tarde ocupado por A Capital (diário extinto em 2005), sendo hoje mais conhecido por «Edifício A Capital». Foi neste prédio que a companhia de teatro Artistas Unidos esteve sediada durante muito tempo. A companhia abandonou o espaço há alguns anos, uma vez que a Câmara Municipal vai proceder a obras de reabilitação.

Desde os anos 80 do século passado que é a zona mais conhecida da noite alfacinha, com inúmeros bares e restaurantes a par das casas de fado, local onde se situavam também quase todos os órgãos de imprensa de distribuição nacional. Nos últimos 20 anos adquiriu uma vida muito própria e característica, onde se cruzam diferentes gerações na procura de divertimento nocturno.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Povo Unido Jamais Será Vencido























O Dia do Trabalhador festejou o centésimo aniversário no ano em que nasci, sendo, nesse mesmo ano inaugurado no Seixal, o monumento ao 1º de Maio, na praça com a mesma denominação.
Este ano comemoramos o seu 124º aniversário, mas a sua livre celebração só nos chegou com o 25 de Abril de 1974, sendo um dia inesquecível para aqueles que o viveram, logo após a Revolução dos Cravos.
Actualmente, parece que os ideais dos trabalhadores estão um pouco adormecidos, pois os tempos de crise e desemprego não aquecem aqueles que se escondem na sombra dum Portugal entristecido.

O Dia do Trabalhador tem um hino próprio conhecido por quase todos, cuja letra e música é global: a "Internacional Socialista".
No mês do trabalhador, cujo dia mais importante é justamente o primeiro, recordo a ceifeira Catarina Eufémia, morta por um estúpido GNR por pedir um aumento de dois escudos para alimentar o filho.