terça-feira, 6 de julho de 2010

Precipício

Há dias em que acordamos e pensamos: " Por que carga d'água fulano fez isto ontem?" ou "Por que é que ele disse aquilo?".
Estas questões surgem quando temos a cabeça cheia de situações menos agradáveis daqueles que nos rodeiam. Surgem porque sim, porque às vezes estamos à beira do precipício e só nos apetece dar um paço em frente.
Há amigos que são muito especiais e que, em certas fazes da vida, só andam às turras e às discussões uns com os outros. Isto já me aconteceu! Isto acontece-me.
Depois é óbvio que acordamos a pensar: " Por que carga d'água fulano fez isto ontem?" ou "Por que é que ele disse aquilo?".
Enfim, tudo passa...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Festas Populares de São Pedro - Seixal 2010

Tradicionalmente dedicadas ao padroeiro dos pescadores, como forma de agradecimento pela protecção em mar, as Festas Populares de S. Pedro continuam a privilegiar essa homenagem, com um conjunto de celebrações religiosas e outros costumes que resistiram ao passar dos tempos, iniciando deste modo as festas de Verão no concelho.
De 24 de Junho a 4 de Julho, a música, as marchas populares, o artesanato e a animação de rua voltam a marcar presença nos festejos.

Aqui destaco os eventos musicais:
⇒ Dia 25 de Junho (sexta) às 21 horas
• Marchas Populares das Escolas da Rede Pública - Palco 1
⇒ Dia 26 de Junho (sábado) às 22 horas
• Actuação de Vozes do Fado - Palco 1
• Banda da Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense - Palco 2
⇒ Dia 27 de Junho (domingo) às 22 horas
• Banza - Palco 1
• DivértiSeixal (animação de rua) - Rua Paiva Coelho e Mostra de Artesanato
⇒ Dia 28 de Junho (segunda) às 22 horas
• Quim Barreiros - Palco 1
• Marchas e Baile Popular - Palco 2
⇒ Dia 29 de Junho (terça) às 22 horas
• Oque'Strada - Palco 1
• Sarau de Dança do Clube de Campismo Luz e Vida - Palco 2
⇒ Dia 30 de Junho (quarta) às 22 horas
• Noite de Fado Amador - Palco 2
⇒ Dia 1 de Julho (quinta) às 22 horas
• Dixit - Palco 1
⇒ Dia 2 de Julho (sexta) às 22 horas
• Jorge Palma - Palco 1
• Kid Machine - Palco 2
⇒ Dia 3 de Julho (sábado) às 22 horas
• Quadrilha - Palco 1
• Banda Filarmónica da Sociedade Filarmónica União Seixalense - Palco 2
⇒ Dia 4 de Julho (domingo) às 22 horas
• Marchas Populares - Palcos 1 e 2

Palco 1 - Praça Primeiro de Maio / Palco 2 - Largo da Igreja

terça-feira, 8 de junho de 2010

Silêncio e Tanta Gente

Relembro Maria Guinot com a mais bela balada presente no Festival Eurovisão da Canção em 1984.
"Silêncio e Tanta Gente" foi composta, escrita e interpretada por Maria Guinot e teve a direcção de orquestra a cargo do maestro Pedro Osório.

Curiosidade: Quem acompanha Maria Guinot é Dulce Pontes, que mais tarde ganharia o mesmo Festival da Canção. A apresentadora é Manuela Moura Guedes que, neste tempo, era conhecida por Manuela Matos.


segunda-feira, 3 de maio de 2010

O Conservatório e o Bairro Alto

A Escola de Música do Conservatório Nacional é uma das escolas que compõem o Conservatório Nacional de Lisboa (a outra é a Escola Superior de Teatro e Cinema).

A criação de um conservatório para o ensino da música em Lisboa é fortemente devida ao compositor português João Domingos Bomtempo (1775-1842), que era igualmente um pedagogo de reconhecido mérito. Quando regressou a Portugal (1834), Bomtempo pôs em prática a reforma do ensino musical em Portugal, com base nos contactos que foi fazendo no estrangeiro e com a observação das respectivas reformas de ensino musical, tanto em França como na Inglaterra.

O projecto inicial surgido aquando da criação de um Conservatório de Música seguia o modelo da escola de música parisiense. Em 5 de Maio de 1835, Dona Maria II deu o seu aval para a construção do conservatório no edifício onde outrora funcionou o Convento dos Caetanos, sendo anexo à Casa Pia e dirigido por Bomtempo.

A sua localização:

O Bairro Alto, outrora conhecido como Vila Nova dos Andrades, é uma zona típica de Lisboa de ruas estreitas e empedradas adjacentes às zonas do Carmo e do Chiado, com casas seculares e pequeno comércio tradicional. Construído mais ou menos em plano ortogonal em finais do século XVI, o Bairro Alto é um dos mais pitorescos da cidade, sendo delimitado a oeste pela Rua do Século, a este pela Rua da Misericórdia, a norte pela Rua Dom Pedro V e a sul pela Rua do Loreto e Largo do Calhariz. O Bairro Alto divide-se pelas freguesias da Encarnação (a nascente) e Santa Catarina (a poente).

Durante o Século XIX e até ao terceiro quartel do Século XX, o bairro abrigava as sedes dos principais jornais e tipografias do país. Ainda hoje é possível encontrar ecos desse tempo em nomes de ruas como a Rua Diário de Notícias ou a Rua do Século. Este bairro, um dos mais intelectuais da capital, frequentado e habitado por jornalistas, escritores e estudantes, a um passo do Chiado, era também lugar de tascas de marinheiros, de lugares de má fama e de prostituição. Vitorino Nemésio faz alusões a este ambiente no romance Mau Tempo no Canal.

Rua da Rosa (principal artéria do Bairro Alto)

O edifício onde nasceu o Diário de Notícias foi mais tarde ocupado por A Capital (diário extinto em 2005), sendo hoje mais conhecido por «Edifício A Capital». Foi neste prédio que a companhia de teatro Artistas Unidos esteve sediada durante muito tempo. A companhia abandonou o espaço há alguns anos, uma vez que a Câmara Municipal vai proceder a obras de reabilitação.

Desde os anos 80 do século passado que é a zona mais conhecida da noite alfacinha, com inúmeros bares e restaurantes a par das casas de fado, local onde se situavam também quase todos os órgãos de imprensa de distribuição nacional. Nos últimos 20 anos adquiriu uma vida muito própria e característica, onde se cruzam diferentes gerações na procura de divertimento nocturno.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Povo Unido Jamais Será Vencido























O Dia do Trabalhador festejou o centésimo aniversário no ano em que nasci, sendo, nesse mesmo ano inaugurado no Seixal, o monumento ao 1º de Maio, na praça com a mesma denominação.
Este ano comemoramos o seu 124º aniversário, mas a sua livre celebração só nos chegou com o 25 de Abril de 1974, sendo um dia inesquecível para aqueles que o viveram, logo após a Revolução dos Cravos.
Actualmente, parece que os ideais dos trabalhadores estão um pouco adormecidos, pois os tempos de crise e desemprego não aquecem aqueles que se escondem na sombra dum Portugal entristecido.

O Dia do Trabalhador tem um hino próprio conhecido por quase todos, cuja letra e música é global: a "Internacional Socialista".
No mês do trabalhador, cujo dia mais importante é justamente o primeiro, recordo a ceifeira Catarina Eufémia, morta por um estúpido GNR por pedir um aumento de dois escudos para alimentar o filho.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Abril: Viva a Liberdade!

Desde 1974 que Portugal vive em democracia e liberdade, que são postas em causa quase diariamente.

Os de ontem parece que se esqueceram dos ideais de Abril, os de hoje não estão muito interessados e os de amanhã? Que futuro teremos enquanto os nossos governantes se esquecerem de que há necessidades no povo e que o país não pode continuar a viver na farsa em que vive que unicamente serve para inglês ver!

Vamos lá respeitar e divulgar Abril, pois as portas que Abril abriu não se podem mais cerrar.

No concelho do Seixal destaco, nas comemorações da Revolução dos Cravos, um espectáculo onde se vão lembrar os poetas e os cantores de Abril, onde cantarei uma vez mais José Carlos Ary dos Santos.
Dia 23 - 21h30 - Salão da Sociedade Filarmónica Operária Amorense

Viva o 25 de Abril!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A Desfolhada da Hermínia Silva



Hermínia Silva nasceu em 1907, cinco anos depois de Ercília Costa, a primeira fadista que saiu das fronteiras de Portugal. Cedo se tornou presença notada nos retiros de Lisboa, que não hesitaram em contratá-la, pela originalidade com que cantava o Fado. A Canção dos Bairros de Lisboa estava-lhe nas veias, não fôra ela nascida, ali mesmo junto ao Castelo de São Jorge. As "histórias" dos amores da Severa com o Conde de Vimioso estavam ainda frescas na memória do povo.
Para além de fadista foi também actriz e teve uma casa de fados no Bairro Alto denominada "O Solar da Hermínia".

Nesta versão da "Desfolhada Portuguesa" popularizada pela Simone de Oliveira, apenas a música de Nuno Nazareth Fernandes permaneceu, dando os versos de Ary dos Santos lugar aos de Eduardo Damas.
Esta "Desfolhada da Hermínia" critica o facto da canção interpretada pela Simone ter sido uma das mais belas de sempre e ser tão mal classificada na Eurovisão de 1969, no Teatro Real de Madrid.
Hermínia critica o fraco gosto das canções vencedoras e as "politiquíces" que ainda hoje envolvem o Festival assim como os portugueses.
Hermínia Silva alcançou um estatuto perante a ditadura que a permitia dizer quase tudo, pois a ignorância no Estado Novo era uma das virtudes.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Feira de Antiguidades

No primeiro sábado de cada mês, podemos visitar no jardim da Praça 1º de Maio uma pequena feira que vende antiguidades e artesanato, que sempre vai animando o Seixal.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Tempestade Xyntia afecta o Seixal


O mau tempo dos últimos dias tem deixado os seixaleiros com as mangas arregaçadas, prontos para limpar as casas e as ruas sempre que a baía os atraiçoa.
As grandes marés dos últimos dias têm vindo a terra, continuando a subir sempre que há preia-mar.
O vídeo mostra o pior dia de mau tempo, ocorrido no fim-de-semana passado, gravado na curva da Avenida Dom Nuno Álvares Pereira, junto à Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense.
Todo este mau tempo foi originado pela tempestade Xyntia, formada no Oceano Atlântico, passou pela madeira e está na Europa de leste agora.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Até Sempre Poesia, Até Já Lobato Faria!

Rosa Maria de Bettencourt Rodrigues Lobato de Faria nasceu a 20 de Abril de 1932 e deixou-nos hoje!

Rosa Lobato Faria estava internada num hospital privado de Lisboa há uma semana devido a anemia e já há mais de seis meses que sofria de complicações devidas a uma cirurgia motivada por uma infecção intestinal. É viúva de Joaquim Figueiredo Magalhães, editor literário, desde 26 de Novembro de 2008.

Para a música, a escritora criou poemas conhecidos tais como "Chamar a Música" (Sara Tavares), "Amor de Água Fresca" (Dina), "Podia Acabar o Mundo" (Herman José), entre outros.
Foi quem compôs mais letras, a seguir a José Carlos Ary dos Santos, para o Festival da Canção da RTP:

O corpo de Rosa Lobato Faria vai estar na Igreja de Santa Isabel, perto do Largo do Rato, em Lisboa. Depois da celebração, o funeral sairá para um cemitério de Lisboa, sendo que a actriz será cremada, os cemitérios de Alto São João e Olivais são as únicas possibilidades na capital.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dia de Reis

Neste dia, segundo a tradição cristã, os três reis-magos chegam à mangedoura, em Belém, onde visitam o menino Jesus e lhe entregam três presentes: ouro, incenso e mirra. Baltasar, Gaspar e Belchior (ou Melchior) foram guiados pela estrela do norte.

Ora, todos estes simbolismos encontramos ainda hoje quando colocamos a estrela no cimo da árvore de Natal e quando abrimos os presentes. Mais correctos ainda são os espanhóis que abrem os presentes na noite de reis.

Nós por cá temos o tradicional bolo-rei que, aquando da queda da monarquia chegou a ter os nomes de bolo-presidente e bolo-arriaga.

Deixo-vos este link - http://www.youtube.com/watch?v=7OgBX8lL90I para que oiçam e vejam uma das formas que a beleza tomou pela mão do grande Mário de Sampayo Ribeiro, aqui interpretado pelo Coro de São Domingos: "Eu hei-de m'ir ao presépio" retirado da suite "Natal de Elvas".

Continuação de bom ano novo!

domingo, 27 de dezembro de 2009

A Não Perder!

O novo filme Avatar tem como guia condutor a personagem do actor Sam Worthington, no papel de Jake Sully, um ex-militar paraplégico que é levado a outro planeta - Pandora, habitado por uma raça humanóide com língua e cultura próprias. Nesse lugar, ele lutará pela própria sobrevivência e pela vida desses seres, combatendo a ignorância do ser humano.
Avatar é um filme onde se cruza o imaginário e o real.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

2009 Revisitado

Agora que 2009 está a terminar, podemos olhar para trás e lembrarmo-nos das coisas que aconteceram e que marcaram o último ano da primeira década de 2000.
Foi neste ano que tomou posse o presidente norte-americano mais mediático: Barack Obama; quase todos nós ficámos sem combustível numa das maiores crises petrolíferas de sempre; alastra-se o vírus H1N1, popularizado como gripe suína e depois como gripe A; desaparece um avião com mais de duzentas pessoas a bordo sobre o Oceano Atlântico; mais um grande sísmo abala o continente asiático; foi descoberta água na Lua; o Tratado de Lisboa foi aprovado após muita contestação; no dia 17 de Dezembro ocorre um sísmo em Portugal com magnitude de 6.0 na escala e Richter.

Mais próximo dos seixalenses, ocorreu uma reviravolta no interior da União Seixalense e, entre outros acontecimentos, morre o Xico da loja, como era conhecido.
Francisco Lopes Brandão era uma figura caricata do Seixal, sendo proprietário de uma das mais antigas mercearias do centro histórico, era reconhecido por todos pela sua boa disposição.


Desejo a todos umas Boas Festas!

domingo, 15 de novembro de 2009

Retalhos da Vida de um Médico

Numa altura em que não estou com as melhores faculdades físicas, devido a problemas de saúde, lembrei-me de partilhar convosco este poema, dedicando-o a todos os médicos que nos ajudam a melhorar e a sorrir, mesmo que, por vezes, não seja possível.

Poema de José Carlos Ary dos Santos com música de Tozé Brito, foi tema de uma série televisiva com o mesmo nome no início da década de 80, sendo cantado pelo Carlos do Carmo.

Serras, veredas, atalhos,
Estradas e fragas de vento,
Onde se encontram retalhos
De vidas em sofrimento

Retalhos fundos nos rostos,
Mãos duras e retalhadas
Pelo suor do desgosto,
Retalha as caras fechadas

O caminho que seguiste,
Entre gente pobre e rude,
Muitas vezes tu abriste
Uma rosa de saúde

Cada história é um retalho
Cortado no coração
De um homem que no trabalho
Reparte a vida e o pão


As vidas que defendeste,
E o pão que repartiste,
São lágrimas que tu bebeste
Dos olhos de um povo triste


E depois de tanto mundo,
Retalhado de verdade,
Também tu chegaste ao fundo
Da doença da cidade

Da que não vem na sebenta,
Daquela que não se ensina,
Da pobreza que afugenta
Os barões da medicina

Tu sabes quanto fizeste,
A miséria não segura,
Nem mesmo quando lhe deste
A receita da ternura

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Recordando Ary dos Santos

No passado dia 16 de Outubro voltei a cantar Ary dos Santos, desta vez na Sociedade Filarmónica Operária Amorense, numa sala cheia para recordarmos o poeta e a música portuguesa.
Muito Obrigado ao público por assistirem e pelo apoio e aos músicos que estiveram fantásticos!
Agradeço também àqueles que menciono abaixo, porque tornaram o espectáculo mais rico.

Muito obrigado!

Ficha Técnica:
Intérpretes: Mário Barradas e Andreia Graça
Coro: Margarida Calqueiro e Márcia Poupinha
Flauta transversal: Matilde Albuquerque
Clarinete: Gonçalo Freitas
Saxofone soprano: Vitor Meireles
Saxofone alto: Ricardo Toscano
Saxofone tenor: Ricardo Rodrigues
Saxofone barítono: Vânia Martins
Trompete/fliscorne: Pedro Azevedo
Trombone: André Pedro
Tuba: João Chaveiro
Guitarra clássica: Ricardo Mendes
Piano: Alexandre Pita
Bateria: Rui Ramalho
Acessórios: Eduardo Relvas e Simão Santos
Orquestrações: Mário Barradas, Jorge Costa Pinto, Carlos Cardoso e Francisco Santos
Letras: José Carlos Ary dos Santos
Cabeleireiro: Graciete Dias
Guarda-roupa: Lurdes França e Mónica Nunes
Cenário: Joana Perdigão e Hugo Cruz
Fotografia: Paulo Jorge
Organização e apoio: Junta de Freguesia de Amora, Câmara Municipal do Seixal, Junta de Freguesia do Seixal, Sociedade Filarmónica Operária Amorense, Escola Básica 2/3 de Nun´Álvares, Projecto Comenius, Jornal Notícias do Seixal, Jornal Comércio do Seixal Rádio Baía e RDS.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

99º Aniversário da República Portuguesa

A Implantação da República foi iniciada no dia 4 de Outubro de 1910 nalgumas vilas portuguesas, como o Seixal ou a Moita, por exemplo, devido à incapacidade do Rei Dom Manuel de comadar os destinos do seu país, mas só no dia seguinte se implantou oficialmente na varanda da Câmara Municipal de Lisboa.

Num reino como o de Portugal, o filho mais velho sucedia o pai ou a mãe ao trono e, quando ele morria, acontecia sempre o mesmo.
Com a Implantação da República o governo passou a ter um presidente, que era eleito por sufrágio universal (excepto na ditadura do Estado Novo).
Agora todos queriam um governo republicano, tal como acontecera noutros países da Europa.
O primeiro Presidente da República Portuguesa foi Teófilo Braga, mas foi apenas presidente de um governo provisório até às eleições onde Manoel de Arriaga ganhou o titulo de Presidente de Portugal.

A I República ou República Parlamentar, implantada em 1910, terminou a 30 de Maio de 1926;
A II República ou Estado Novo começou em 1926 e terminou no dia 25 de Abril de 1974;
A III República é a actual, que vigora desde a Revolução dos Cravos, em 1974.

Entre as modificações obvias que a República nos trouxe, saliento o hino nacional e a bandeira. O Hymno da Carta foi o último hino monárquico, dando lugar à Portuguesa. A bandeira azul e branca foi alterada para verde e vermelha e a coroa nela representada deu lugar à esfera armilar.
Hoje comemora-se o 99º aniversário da República e, quase cem anos após ter acabado a monarquia, ainda se fala dela.


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Roteiro Toponímico do Seixal

Ao passear pelas ruas do centro histórico do Seixal, descobri que há pequenas maravilhas com que podemos deliciar, especialmente se caminharmos ao entardecer.

Assim sendo sugiro um roteiro feito por mim e pelos meus amigos, com bastante frequência, pelas ruas do Seixal:

1. Início na Praça 1º de Maio (junto à Quinta dos Franceses), onde podemos apreciar o jardim, a vista e o barco-restaurante. Nesta mesma praça podemos ver os monumentos ao 25 de Abril de 1974 e ao 1º de Maio;

2. Seguimos pelo Beco do Sol e Beco dos Calafates;

3. Adiante podemos observar e visitar a Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense. Aqui estamos na Avenida Marginal Dom Nuno Álvares Pereira;

4. Voltamos um pouco atrás e entramos pela Rua dos Carpinteiros de Machado (do lado direito fica a Travessa da Estalagem que dá-nos acesso à Rua Cândido dos Reis);

5. A meio da rua temos o único pátio da zona histórica: o Pátio do Genovez;

6. Seguimos viagem e, no final da rua voltamos à esquerda para visitarmos o Largo Joaquim dos Santos Boga e um dos chafarizes históricos do Seixal (em frente temos a Rua da Sociedade Timbre Seixalense e a Travessa dos Catraeiros que nos mostra a baía);

7. Recuamos para a Rua 1º de Dezembro de 1640 em direcção à Travessa da Ermida (à direita) e ao Largo da Igreja (à esquerda). Aqui visitamos inevitavelmente a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e vemos os paços do concelho e o local do antigo coreto da Timbre Seixalense;

8. No canto do largo, junto ao Restaurante "O Forno", entramos na Travessa 31 de Maio em direcção à Rua Cândido dos Reis;

9. Do lado direito situa-se o Beco do Alpendre. Voltamos à esquerda e seguimos.
10. Seguimos e entramos, do lado direito também, no Largo da Barroca. Subimos à parte mais alta do largo, onde podemos admirar uma vista lindíssima sobre a fachada e torre da Igreja.

11. Saimos pelo outro lado e, de fronte temos o edifício da antiga Cooperativa. Seguimos pela Travessa da Cooperativa (um pouco à esquerda), em direcção à Praça da República.

12. Finalizando a travessa, ao lado esquerdo temos o Posto de Turísmo e a Rua 5 de Outubro de 1910 (que dá-nos acesso ao Largo da Igreja);

13. Na Praça da República, vemos o monumento ao pescador, a baía e a paisagem lisboeta no horizonte;

14. Continuamos pela escondida Rua Dr. Miguel Bombarda (junto ao Restaurante "Taverna das Enguias" e da Travessa 1º de Maio). Ao percorrer a rua reparamos que esta vai alargando progressivamente, pois é uma rua que fica entalada pelas suas paralelas: a Rua Cândido dos Reis (à esquerda) e a Rua Paiva Coelho (à direita). Como ligação às suas paralelas, temos a Rua dos Corticeiros (perpendicular), a Travessa Pública (à direita), a Rua Conde de Ferreira (à esquerda) e a Rua Sociedade União Seixalense (à esquerda);

15. Finalizando a Miguel Bombarda, chegamos à animada Praça Luís de Camões. Aqui podemos visitar outro dos chafarizes históricos, ver a fachada do histórico edifício da antiga escola primária, o local do antigo coreto da União Seixalense e descansar um pouco.

16. Seguimos viagem em direcção à Rua Dona Maria II (fundadora do concelho). Aqui visitamos a sede do Seixal Futebol Clube e a Sociedade Filarmónica União Seixalense.

17. No final da rua, do lado direito temos a Rua da União (que nos leva a um mural pintado sobre a história do concelho) onde vemos uma árvore de grande porte: uma tília;

18. Voltamos à esquerda para o Largo dos Restauradores e, novamente à esquerda para a Rua Manuel Teixeira de Sousa, que nos conduz à Junta de Freguesia do Seixal (à esquerda na Travessa dos Lusíadas);

19. Continuamos em frente e voltamos à direita para a Praça dos Mártires da Liberdade, onde se situa o típico jardim do Seixal. Aqui apreciamos as miniaturas de edifícios expostas no jardim, o quiosque, o lago, os cais, as embarcações típicas e a vista sobre a capital.

20. Podemos voltar à Rua Paiva Coelho pela Rua dos Pescadores, Rua Sociedade União Seixalense ou Rua João de Deus (contornando a Escola Conde de Ferreira e voltado à esquerda pela rua com o mesmo nome);

21. Aqui, na Rua Paiva Coelho (ou Rua Nova), pode ver a histórica Escola Primária mandada erguer pelo Conde de Ferreira e passear por debaixo das ameixoeiras, laranjeiras e outras árvores de fruto alinhadas com a rua;

22. Voltámos à Praça da República, onde vamos seguir viagem junto à baía (à esquerda a Rua Fernando de Sousa, Câmara Municipal, Igreja e Beco dos Cordoeiros) até chegarmos ao local de partida: a Praça 1º de Maio, onde reparamos na imponente fachada da antiga fábrica de cortiça "Mundet", onde se situa o Ecomuseu Municipal.


Espero que disfrute ao máximo o seu passeio pelo centro histórico seixalense, tendo em atenção os painés e fachadas de azulejo, as típicas varandas e alpendres seixalenses e o património edificado.

Bom passeio!

A Reconquista da Moinho de Maré

O Moinho de Maré do Castelo, em Corroios, edifício com mais de 600 anos, reabre ao público no dia 11 de Setembro, sexta-feira, às 18 horas, após um processo de qualificação com um investimento de mais de 2 milhões de euros. O programa de reabertura inclui a inauguração de uma exposição de longa duração sobre o próprio moinho, concertos e teatro electroacústico.
O Moinho de Maré de Corroios foi construído em 1403, por iniciativa de Dom Nuno Álvares Pereira, tornando-se propriedade municipal em 1981. Património classificado como imóvel de interesse público em 1984, constitui desde 1986 um dos núcleos do Ecomuseu Municipal do Seixal.


PROGRAMA DE REABERTURA

11 de Setembro, sexta-feira, 18 horas
*Inauguração da exposição de longa duração "600 anos de Moagem no Moinho de Maré de Corroios"

12 de Setembro, sábado, 18 horas
*Concerto pela Banda da Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense
Direcção pelo maestro Jorge Azevedo

12 e 13 de Setembro, 16 horas
*Teatro electroacústico
Contos contados com som - Miso Music Portugal

13 de Setembro, domingo, 18 horas
*Concerto de jazz pelo quarteto de Daniel Salomé Vieira

Visite o Moinho de Maré de Corroios e o sapal envolvente. Verá que valerá a pena!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Adeus Sr. Maestro

Joaquim Luís Gomes nasceu em 1914 em Santarém.
Aos 18 anos entrou para o Batalhão de Caçadores 5, onde tocava clarinete e onde esteve durante oito anos.
Também trabalhou na Emissora Nacional. Compôs e orquestrou canções como "Desprendimento", "Olhos Verdes" ou "Nostalgia". Foi o orquestrador da mais famosa canção de sempre do Festival RTP, a "Desfolhada Portuguesa".
Trabalhou com artistas como Amália Rodrigues, Tony de Matos, Fernando Tordo, Carlos do Carmos, Simone de Oliveira, entre outros.

Escreveu obras para orquestra sinfónica, harpa e piano, com destaque para "Pérolas Soltas", "Abertura Scalabitana", "Abidis", "Sonata em Mi Bemol" (para piano) e "Mar Português".
Foi ainda autor das bandas sonoras dos filmes "Passagem de Nível" ou "Justiça dos Céus".
Em 1995 e 2005 foi homenageado pela Sociedade Portuguesa de Autores que o considerou "uma das figuras mais marcantes da música portuguesa no século XX".
O maestro Joaquim Luís Gomes faleceu no dia 23 de Julho de 2009. O funeral realizou-se no dia 29 de Julho de 2009 na igreja de Campo de Ourique para o Cemitério de Benfica.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

"Mário Barradas canta Ary dos Santos"

As Festas Populares de São Pedro do Seixal contaram com uma actuação minha...
Gostei muito de cantar e gostei muito do público que me assistiu, pelo que vale a pena repetir canções como a "Tourada", a "Desfolhada Portuguesa", a "Lisboa Menina e Moça" ou o "Tango Ribeirinho".

Assim sendo, agradeço a todos o apoio prestado.
Muito Obrigado!





Ficha Técnica:
Intérprete: Mário Barradas
Coro: Margarida Calqueiro e Márcia Poupinha
Flauta transversal: Matilde Albuquerque
Clarinete: Gonçalo Freitas
Saxofones soprano/alto/tenor: Vitor Meireles
Saxofone barítono: Vânia Martins
Trompete/fliscorne: Pedro Azevedo
Guitarra clássica: Ricardo Mendes
Piano: Ana Lagarto
Bateria: Rui Ramalho
Acessórios: Eduardo Relvas
Orquestrações: Mário Barradas, Jorge Costa Pinto, Carlos Cardoso e Francisco Santos
Letras: José Carlos Ary dos Santos e Vítor Perdigão
Cabeleireiro: Graciete Dias
Guarda-roupa: Maria Manuela e Lurdes França
Cenário: Joana Perdigão
Organização e apoio: Junta de Freguesia do Seixal, Câmara Municipal do Seixal, Sociedade Filarmónica Operária Amorense, Sociedade Filarmónica União Seixalense e Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense.